F1

Alonso diz que carro da McLaren não é perfeito, mas vê direção certa com “áreas surpreendentemente boas”

Fernando Alonso está otimista com o carro da temporada 2019 da McLaren. O espanhol, que marcou presença em Barcelona nesta semana, reconheceu que o MCL34 não é perfeito, mas indicou que a equipe está no caminho certo
Grande Prêmio / Redação GP, de São Paulo
Fernando Alonso mostrou otimismo com a direção que o carro da McLaren está tomando. Mesmo reconhecendo que o MCL34 ainda não é perfeito, afirmou que existem áreas que são surpreendentemente boas.
 
Apesar de não estar no grid da Fórmula 1 em 2019, o bicampeão segue bastante envolvido com sua antiga equipe. Inclusive, foi nomeado embaixador da escuderia de Woking, escalado para desenvolver os carros de 2019 e 2020.
 
A primeira aparição já exercendo o papel foi na segunda sessão de testes pré-temporada, em Barcelona. No circuito catalão, o espanhol mostrou ter gostado do que viu inicialmente do carro. “Acredito que estamos aprendendo muito”, afirmou.
 
“Mesmo na última semana, estive em contato com a equipe e fiquei sabendo das reuniões e todos os pequenos problemas e questões que estamos encontrando. Acho que nesta semana confirmamos a imagem do carro”, seguiu.
Fernando Alonso em visita à F1 em Barcelona (Foto: McLaren)
“Então acho que há algumas áreas que precisamos revisar e seguir o desenvolvimento para melhorar o desempenho. Outras áreas são surpreendentemente boas, então estão felizes com os resultados e no geral penso que foram duas semanas bastante positivas. Ainda não é perfeito, mas é a direção certa”, completou.
 
Alonso também vai ter a função de fornecer feedback para a nova dupla da McLaren, Carlos Sainz Jr e Lando Norris. “Acredito que é uma boa combinação de pilotos e que se encaixa bem ao time, já que muitos na equipe são novos e jovens e vindos de outras escuderias”, falou.
 
“Acho que é uma boa integração com a nova abordagem e acho que Carlos provavelmente tem mais experiência do que Lando com mais anos na Fórmula 1. Lando tem talento natural, mas ainda precisa ser refinado, e com experiência vai se tornar cada vez mais forte”, seguiu.
 
“Acredito que ambos estão preparado e, para mim, é mais sobre ter certeza de que o que eles sentem e como pilotam na pista seja bem interpretado pelos engenheiros, pois às vezes os pilotos falam uma coisa e os engenheiros entendem diferente”, pontuou.
 
“Enquanto os engenheiros podem ver linhas nos dados e podem sugerir mudanças no ajuste que talvez os pilotos não estejam pedindo. Acho que essa clareza é provavelmente a maior coisa que posso jogar, especialmente com eles que são tão novos no time”, encerrou.