F1

Alonso guia McLaren de 2013 e lamenta perda de som dos motores atuais da F1: “Era muito, muito especial”

Fernando Alonso se viu em um carro de F1 apenas 17 horas depois de se despedir da categoria e a experiência o ajudou a enxergar o quanto o Mundial perdeu em som de motor com a escolha pelos híbridos V6. O espanhol guiou uma McLaren de 2013 durante um evento no Bahrein
Warm Up / Redação GP, de Curitiba
 Fernando Alonso guia McLaren de 2013 no Bahrein (Foto: Reprodução/Instagram)
Logo depois da última corrida na F1, Fernando Alonso se viu novamente dentro do cockpit da McLaren logo na segunda-feira. O espanhol participou de um evento da equipe inglesa no Bahrein, onde pilotou um modelo de 2013, equipado com um motor V8. Falando sobre a chance, o bicampeão disse que foi "muito especial" e lamentou que a maior das categorias não tenha mais carros verdadeiramente barulhentos.
 
Apenas 17 horas depois do GP de Abu Dhabi, Alonso se reuniu com o multicampeão da Nascar, Jimmie Johnson, para um evento promocional em que os dois trocaram de carros. O asturiano guiou o carro do popular campeonato norte-americano, enquanto o #48 testou o F1 laranja em Sakhir.
Fernando Alonso no #48 de Jimmie Johnson (Foto: Reprodução)


Na verdade, Alonso atendeu a um pedido de última hora para pilotar o McLaren de 2013, e as comparações foram inevitáveis. "Não foi planejado, para ser sincero", contou Fernando. "Eu só deveria pilotar o outro carro, mas fazia sentido que eu fizesse uma volta de instalação apenas para certificar que o carro estava ok", completou.
 
"Então, me vi no cockpit de novo às 11 da manhã, apenas um dia depois de ter me retirado da F1. Foi bem divertido, apesar de que o som dentro do carro é muito semelhante ao som que ouvimos nos carros atuais. Só que do lado de fora é algo muito, muito especial. Por isso, acho que a F1 perde muito em termos de barulho agora", emendou Alonso.
 
Os motores V6 híbridos foram introduzidos em 2014, tomando o lugar dos V8 aspirados. E desde então foram alvos de críticas, especialmente por conta do som, que agora é consideravelmente mais baixo e menos estridente.