F1

Alonso ressalta competitividade e revela motivo pelo qual segue no grid da F1: “Os carros me dão uma sensação única”

Competitivo desde pequeno, a ponto de medir forças com a avó quando ia para a escola nos tempos de criança, Fernando Alonso afirmou que não é a competitividade que o mantém na F1, mas sim a sensação que um carro do Mundial lhe oferece

Warm Up / Redação GP, de Sumaré

Fernando Alonso nunca escondeu que a competitividade é uma das suas características mais marcantes. E isso é algo que ele carrega desde pequeno, quando media forças com sua avó quando esta o levava à escola. “Eu tinha de batê-la a cada dia. Não parece muito amável, não é?”, brincou o bicampeão do mundo. Anos mais tarde, o espanhol se tornava um dos maiores pilotos da sua geração na F1 tendo a competitividade como sua aliada.
 
Foi assim, por exemplo, que Alonso simplesmente não tomou conhecimento dos seus ex-companheiros de equipe na Renault, Giancarlo Fisichella e Jarno Trulli, ou mesmo na sua primeira passagem pela McLaren, quando travou uma rivalidade explosiva com Lewis Hamilton em 2007. Mesmo enquanto esteve na Ferrari, usou das suas armas para superar Felipe Massa.
 
Competitivo até o último fio de cabelo, Alonso, contudo, entende que está na F1 por outro motivo: a sensação única que os carros da categoria te dão.
Alonso ressaltou sua competitividade, mas diz que está na F1 pela sensação única que os carros proporcionam(Foto: Getty Images)
Em entrevista ao site da McLaren, Fernando destacou sua competitividade e deixou claro que não tem pudor ou piedade para bater um adversário. “Você não precisa ter coração. Não precisa ser inimigo de outro piloto, mas você tem de se concentrar em vencer. Se você puder prejudicar alguém para tirar proveito, isso é ainda melhor.”
 
“Sou competitivo, e a competitividade é importante na F1, mas não piloto pela competição. Eu a tenho em outras áreas da minha vida, como com a bicicleta, o tênis ou correr mais que minha mãe no supermercado. O motivo pelo qual corro na F1 porque os carros me dão uma sensação que não posso alcançar em nenhum outro lugar. São únicas”, comentou.
 
Na visão de Alonso, não há como comparar o desempenho de um F1 com qualquer outro bólido que já experimentou na carreira.
 

“É difícil explicar a sensação porque nada se aproxima da F1. Teu cérebro tem de ser reiniciado a cada vez que você entra num carro porque as coisas acontecem muito rápido. Se você fica sem pilotar um F1 durante algumas semanas, o seu nível de rendimento te pega de surpresa. Treino em karts para curtir a competição, guio na F1 por esta sensação”, disse.
 
“Os estilos de pilotagem no kart e na F1 são muito parecidos, mas não acontece nada inesperado em um kart. Teu cérebro nunca é surpreendido. Você pode prever tudo o que seu kart vai fazer. E isso não acontece na F1 porque ela pode te surpreender o tempo todo, quando você freia, e teu cérebro leva 0s2 para reagir. É uma boa sensação; essa é a sensação”, descreveu.
 
PADDOCK GP #42 RECEBE LUCAS DI GRASSI