F1

Alonso segue discurso de chefe e considera ajuda à McLaren em 2019: “A porta vai estar sempre aberta”

Fernando Alonso teve pouco a falar sobre os trabalhos de pista nesta sexta-feira em Abu Dhabi, boa parte deles dedicado a testes já visando 2019. O bicampeão falou mesmo sobre o futuro e se mostrou aberto à possibilidade de ajudar sua equipe, considerando até mesmo testar o novo carro
Warm Up / Redação GP, de Sumaré
 Fernando Alonso (Foto: Mclaren)

Por conta de todo o seu histórico como bicampeão mundial, Fernando Alonso é, naturalmente, um dos pilotos mais procurados pelos jornalistas ao fim das atividades de pista de um dia de treinos livres na F1. Às vésperas de se despedir da categoria, o espanhol é ainda mais solicitado. Mas o piloto da McLaren pouco teve a falar sobre os trabalhos de pista nesta sexta-feira (23) em Abu Dhabi, onde dedicou mais tempo nas sessões aos testes visando 2019. Alonso falou por mais tempo sobre seu futuro e, na esteira das declarações de Zak Brown sobre um eventual papel na equipe no ano que vem, não descartou ajudar a McLaren até mesmo fazendo parte de sessões de testes para dar um feedback do carro novo a Carlos Sainz e Lando Norris.
 
“A porta vai estar sempre aberta. Que venham e aí conversamos. Zak Brown comentou há alguns meses, quando falamos das 500 Milhas, sobre o que eu iria fazer no restante do ano. Tenho o WEC e vou tentar fazer mais alguma corrida. Tenho de ver a disponibilidade e a vontade. Estamos conversando. Sei que Zak quer que esteja perto da equipe. E faço parte da McLaren no ano que vem com as 500 Milhas. Se puder ajudar a equipe de alguma forma, estarei mais do que feliz”, disse Fernando em entrevista coletiva nesta noite em Yas Marina.
 
Alonso garante que o GP de Abu Dhabi não vai representar o fim do seu casamento com a McLaren. “Vou correr as 500 Milhas e vou estar na fábrica, sempre à disposição da equipe. Não é um adeus definitivo, não é que não volte a ver os mecânicos e os engenheiros. Em janeiro, fevereiro, vou sempre estar na McLaren até as 500 Milhas. Vamos ter mais contato. Por isso é um até logo. Não vou deixar de correr no domingo. Tenho corridas certamente em janeiro e fevereiro. São só duas ou três semanas de férias”.
Fernando Alonso falou mais sobre o futuro do que a respeito da sexta-feira em Abu Dhabi (Foto: McLaren)
“Logo vocês vão saber os planos para o ano que vem, uma vez que estão saindo pouco a pouco. Primeiro o WEC, depois as 500 Milhas. Nas próximas semanas, com certeza mais corridas. Talvez com a McLaren, se for interessante para Zak, mas sem um plano muito concreto. Quero ter a liberdade de poder escolher o que eu aprecie fazer. Um calendário em que eu saiba o que vou fazer de janeiro a dezembro e não ter uma semana para tomar uma decisão”, continuou.
 
A respeito dos treinos livres nesta sexta-feira, Alonso explicou a programação traçada pela McLaren, com muito foco, sobretudo durante a tarde, à coleta de dados visando o projeto de 2019.
 
“No primeiro treino, testamos muitas coisas para o ano que vem para a equipe. Na segunda sessão, testamos os dois pneus. Só há uma sessão com as condições noturnas que vamos ter na classificação e na corrida. Acho que coletamos informações bastante úteis. No terceiro treino, que vai ser de dia e com muito calor, vai voltar a ser mais para testar visando 2019”, afirmou.
 
 
“Os resultados não são representativos. Um pouco como as últimas corridas, acho que os demais também escondem algo na sexta-feira. Estivemos mais competitivos mais nas sextas-feiras do que aos sábados, de modo que amanhã pilotos como Sergio Pérez e Charles Leclerc, que hoje estiveram atrás, vão estar à frente em condições normais”, salientou.
 
“Vai ser difícil, não há dúvidas. Somos realistas e sabemos de onde viemos. Esperamos que amanhã seja um dia duro. Um Q1, no máximo o Q2”, previu o bicampeão Fernando Alonso.
 
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