F1
21/06/2018 06:50

Alonso vê McLaren em ano de transição. E diz que é “questão de tempo” para união com Renault ser bem-sucedida

Ainda que jamais tenha passado perto do pódio neste primeiro terço da temporada 2018, Fernando Alonso vê a McLaren em ascensão e num patamar muito maior em relação ao ano passado, quando a equipe ainda contava com os motores Honda. Com a unidade de potência da Renault a partir deste ano, o time de Woking soma 40 pontos e está em quinto no Mundial
Warm Up / Redação GP, de Sumaré
 Fernando Alonso (Foto: McLaren)

Entre analisar a temporada 2018 da McLaren sob o prisma do copo meio cheio ou meio vazio, Fernando Alonso prefere a primeira opção. O bicampeão do mundo, que segue na França depois de vencer as 24 Horas de Le Mans para disputar, neste fim de semana, a oitava etapa da temporada 2018 da F1, acredita que sua equipe está em um ano de transição por conta do noviciado da parceria com a Renault após os três últimos anos contando com os motores Honda.
 
Na visão de Alonso, o saldo agora é bastante positivo. São 40 pontos conquistados pela equipe de Woking em sete corridas — embora não tenha pontuado em Mônaco e no Canadá. Na comparação com o ano passado, de fato os números são bastante positivos, já que em 2017 a McLaren só pontuou a partir da oitava corrida e marcou um total de 30 nas 20 corridas do calendário.
 
Em quinto lugar no Mundial de Construtores, a McLaren tem 12 a mais em relação à Force India e está 16 atrás da Renault, hoje a quarta força da F1. Ano passado, a escuderia de Alonso e Stoffel Vandoorne terminou só à frente da Sauber na classificação do campeonato.
Fernando Alonso vê a McLaren em ano de transição e espera sucesso na união com a Renault (Foto: AFP)
Então, ainda que tenha passado muito longe de conquistar um pódio — uma das metas traçadas pela McLaren para 2018 —, Alonso acredita que a equipe está no rumo certo ao lado da Renault.
 
“Diria que melhoramos em relação ao ano passado. Ainda não estamos na posição que precisamos, como lutar pelo título, e queremos reduzir essa diferença para voltar a ser campeões o mais rápido possível. Acho que esse vai ser um ano de transição para nós, mas a equipe caminha no rumo certo”, afirmou Alonso em entrevista à emissora norte-americana CNBC.
 
“A mudança da Honda para a Renault tem sido um sucesso. Estamos lutando por posições mais altas no Mundial de Construtores e somamos pontos a cada corrida. Precisamos adaptar um pouco o carro e o chassi à unidade de potência. Mas é questão de tempo para que a combinação McLaren-Renault tenha sucesso”, declarou.
 
Zak Brown, CEO da McLaren, segue o mesmo discurso de Alonso e lembrou que mudanças sensíveis, como a troca de fornecedor de motor, levam algum tempo para dar frutos, mas que o trabalho vem sendo feito para que os frutos, leia-se, vitórias, possam vir com rapidez.
 
“Todos querem nos ver vencendo. Nós queremos vencer. A empresa quer conquistar títulos, e é essa a razão pela qual nossos colaboradores entram nisso. No esporte você não pode vencer sempre. Acho que temos uma marca muito poderosa, com um legado enorme. Vamos ter problemas, coisa que é normal quando você muda de fornecedor de motor. Estamos melhorando e queremos melhorar ainda mais rápido”, finalizou.
 
A última vez que a McLaren figurou no topo do pódio foi no GP do Brasil de 2012, quando Jenson Button triunfou em Interlagos.
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