AlphaTauri aponta limite orçamentário como barreira para emular W13 da Mercedes

Chefe da equipe, Franz Tost, já havia manifestado preocupação com relação ao novo teto de gastos e admitiu impossibilidade de "construir um carro do zero" nessa altura do campeonato da F1 2022

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A Mercedes roubou a cena dos testes de pré-temporada da Fórmula 1, no Bahrein, ao apresentar uma versão atualizada do W13 – quase sem sidepods e com design mais ousado e agressivo. Para Franz Tost, chefe da AlphaTauri, o modelo da equipe alemã é impossível de ser reproduzido pelos outros times nessa altura do campeonato, graças ao limite orçamentário.

O teto de gastos da categoria caiu de US$ 145 milhões (aproximadamente R$ 736 milhões) para US$ 140 milhões (R$ 710 milhões) em 2022. “Não são somente os sidepods. Eles são só uma parte. Se você tivesse que mudar algo, teria que mudar toda a filosofia aerodinâmica”, afirmou Tost, referindo-se ao novo carro da Mercedes para a temporada da F1.

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Franz Tost, chefe da AlphaTauri (Foto: Red Bull Content Pool)

“Não acho que nós conseguiríamos fazer esse esforço porque, se você olha para o limite orçamentário, estamos no limite do nosso cálculo até o final da temporada”, revelou o chefe da AlphaTauri, equipe que terminou na sexta colocação do Mundial de Construtores em 2021, com 142 pontos somados. “Penso que não conseguiríamos fazer o esforço de construir um carro do zero”, completou.

Franz Tost já havia manifestado preocupação com relação ao novo limite orçamentário da Fórmula 1. Em janeiro deste ano, o austríaco detalhou que a AlphaTauri poderia passar por dificuldades no gerenciamento de valores que estão incluídos no teto de gastos. “Em 2021 estávamos bem abaixo do limite orçamentário e não foi um problema, mas em 2022 o teto é de US$ 140 milhões e a compra de novas peças da tecnologia da Red Bull nos levará ao limite”, disse à época.

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AlphaTauri em ação nos testes de pré-temporada no circuito de Sakhir (Foto: Getty Images/Red Bull Content Pool)

O chefe da AlphaTauri também se disse surpreso com o resultado do novo regulamento técnico da Fórmula 1. A variedade no design dos carros, de acordo com Tost, vai contra o que a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) havia originalmente pensado para a temporada. “Devo dizer que estou impressionado com quase todos os carros. Existem diferentes filosofias aerodinâmicas se você olhar para os sidepods e para o assoalho”, contou o austríaco.

“Estou surpreso, honestamente, porque esperava que a FIA tivesse escrito o novo regulamento para que todos os carros parecessem semelhantes e, assim, não termos uma grande diferença entre eles, já que eles queriam todos os carros juntos no grid”, apontou o chefe de Pierre Gasly e Yuki Tsunoda. “Mas, agora, existem todas essas diferentes soluções do ponto de vista da aerodinâmica e da mecânica, e isso significa que alguns times podem ter achado uma solução muito boa, enquanto outros fiquem atrás”, detalhou.

“Espero que nós tenhamos encontrado uma boa solução e que nosso nível de performance esteja alto. Mas é interessante e acho que ninguém esperava carros tão diferentes um do outro”, finalizou Tost. A temporada de 2022 da Fórmula 1 começa já no próximo domingo, com o GP do Bahrein.

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