AlphaTauri diz que Tsunoda “precisa aprender a reconhecer quando está no limite”

Franz Tost avaliou que o japonês ainda precisa aprender melhor quais os limites da Fórmula 1, mas ressaltou que as principais dificuldades do companheiro de Pierre Gasly estão relacionadas à inexperiência

Acidente do líder, erro do campeão e vitória de Pérez: os melhores momentos do GP do Azerbaijão (GRANDE PRÊMIO com Reuters)

Chefe da AlphaTauri, Franz Tost acredita que Yuki Tsunoda ainda precisa aprender a reconhecer quando atinge o limite de performance na Fórmula 1. O dirigente se mostrou confiante na evolução do piloto, mas reconheceu que ele ainda precisa ganhar experiência.

Nas primeiras seis corridas da carreira na Fórmula 1, Tsunoda soma como melhor resultado o sétimo lugar no GP do Azerbaijão. E também pontuou no Bahrein, onde foi nono colocado. No entanto, Yuki sofreu uma série de acidentes e já conseguiu irritar Helmut Marko, consultor da Red Bull.

Yuki Tsunoda acabou o GP do Azerbaijão nos pontos, com a sétima colocação conquistada (Foto: Red Bull Pool Content/Getty Images)

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Na visão de Tost, não falta talento a Tsunoda, mas o piloto ainda precisa ganhar experiência e reconhecer onde está o limite na F1.

“Yuki, devo dizer, a partir de sexta-feira mostrou melhora o tempo todo e foi cada vez mais rápido”, disse Tost. “O tempo dele no Q2 foi realmente muito rápido e ele também esteve no Q3. Na última volta, forçou de mais e freou muito tarde”, seguiu.

“Ele precisa aprender a reconhecer quando está no limite. Se você está dentro dos mesmos décimos dos pilotos da ponta, não tem muito mais espaço para ser mais rápido. Como piloto, você precisa reconhecer: ‘Não posso frear mais tarde, não posso forçar mais’”, defendeu. “Mas, mais uma vez, isso é um tipo de processo de aprendizado. E devo dizer que, durante o fim de semana, ele deu um grande passo à frente no entendimento do carro e, também, do lado do feedback técnico. Portanto, estou confiante de que vamos colocá-lo no caminho certo, pois ele tem uma inacreditável velocidade natural”, elogiou.

Ainda, o chefe da AlphaTauri fez um balanço da temporada de Tsunoda, e confiou em evolução até o fim da temporada.

“Desde o início da temporada, não podemos esquecer que tinham algumas pistas que ele não conhecia. Foi a primeira vez em Portimão, por exemplo, onde nós simplesmente não extraímos o máximo do acerto do carro e assim por diante. Aí em Barcelona ele teve um problema técnico ― ele podia ter pontuado, mas não foi culpa dele”, recordou. “Mas ele está aprendendo e, em Baku ― todos nós sabemos que é uma pista difícil, que não é tão fácil ― e até a terceira [fase] da classificação, ele estava em um nível realmente bom e mostrou bom ritmo”, observou.

“Você nunca deveria bater, mas bater no Q3 é outra história. O que eu não gostei foi da batida no Q1 na primeira saída em Ímola, pois com um carro tão competitivo, você não deveria fazer isso”, reprovou. “Mas essa é a inteligência que ele precisa aprender. E essa inteligência corre em paralelo com a experiência. Não podemos esperar que um jovem piloto saiba tudo”, concluiu.

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