Amigo de infância, Vergne diz que Bianchi deixa “linda lembrança”: “Ele foi uma grande pessoa, fora e dentro da pista”

A ligação entre Jean-Éric Vergne e Jules Bianchi foi muito mais profunda do que dividir os paddocks da F1. Os dois se conheceram e viraram amigos ainda bem jovens, nos kartódromos franceses. Hoje, Jean-Éric era um dos mais emocionados ao se despedir do velho amigo

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Jean-Éric Vergne e Jules Bianchi eram amigos de longa data, desde crianças, quando se conheceram nas competições de kart da França. As carreiras dos dois tomaram rumos às vezes mais ou menos semelhantes, mas Vergne recebeu o apoio da Red Bull, enquanto Bianchi começou a ser apoiado pela Ferrari. Assim ambos chegaram à F1. Como esperado, Jean-Éric era um dos mais emotivos no funeral do amigo, nesta terça-feira (21).
 
Após a cerimônia, realizada na Catedral Sainte-Réparate, em Nice, Vergne classificou o dia como "especial" pela partida de alguém que marcou seu nome dentro e fora das pistas. "Ele foi uma grande pessoa" pode parecer uma frase um tanto quanto clichê, mas dá a simplicidade necessária para e declaração honesta do piloto da Andretti na F-E.
Jean-Éric Vergne e Felipe Massa ajudam a carregar o caixão de Jules Bianchi durante funeral (Foto: AP)
"Hoje é um dia especial. Um dos maiores pilotos nos deixou, mas com uma linda lembrança. Ele foi uma grande pessoa, fora e dentro da pista. Seu nome vai ficar escrito na história da F1. Ele está entre os grandes e sempre vai estar em nossos corações", disse JEV.
 
Vergne tem usado uma homenagem a Jules em seu capacete desde o acidente, em outubro passado. Ele foi uma das pessoas que carregaram o caixão do amigo na saída na catedral.
 
Bianchi morreu na última sexta-feira, após nove meses de um coma agressivo que jamais pareceu parte do fim.
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O acidente que vitimou Bianchi

Na volta 43 do GP do Japão do ano passado, Bianchi perdeu o controle na curva 7 e acertou em cheio o guindaste que tinha entrado na área de escape para remover o carro de Adrian Sutil, que tinha batido no giro anterior. Socorrido ainda na pista, Jules foi levado ao hospital e submetido a uma cirurgia de cerca de 4 horas. Um boletim médico divulgado pela Marussia dois dias depois da batida informou que o piloto de 25 anos sofreu uma lesão axonal difusa, que é uma lesão ampla e devastadora e que, em mais de 90% dos casos, deixa suas vítimas em coma definitivo.

 
Sete semanas após o acidente, Jules foi transferido para um hospital em Nice, na França, onde permaneceu inconsciente até o fim.
 
Após o acidente de Bianchi, a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) reuniu uma comissão de notáveis para investigar o que aconteceu em Suzuka. Após o estudo, os especialistas concluíram que o piloto falhou ao não reduzir o suficiente a velocidade ao contornar a curva 7 e minimizaram a presença de um trator na área de escape sem que o carro de segurança fosse acionado.
 
O grupo, presidido por Peter Wright e que contava com mais nove pessoas, dentre elas o bicampeão Emerson Fittipaldi e os ex-dirigentes da Ferrari Ross Brawn e Stefano Domenicali, constatou que se Bianchi tivesse tirado o pé, não teria perdido o controle do carro. Também foi apontada uma falha nos sistemas de segurança da Marussia, embora ela não tenha sido determinante para o que ocorreu.
 
Como homenagem, a FIA decidiu aposentar o #17, o primeiro número a ser proibido no Mundial, que adotou numeração fixa para os pilotos no ano passado. Nem mesmo o #13, que é considerado um número de azar e foi banido de algumas competições meramente pelo fator de superstição, está barrado na F1 e é usado por Pastor Maldonado.
A medida adotada pela FIA não é incomum no esporte a motor. No Mundial de Motovelocidade, por exemplo, a FIM (Federação Internacional de Motociclismo) aposentou o #58 de Marco Simonecelli da MotoGP, como já tinha feito com o #74 de Daijiro Kato e o #48 de Shoya Tomizawa.

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