Giovinazzi defende pilotos pagantes na Fórmula 1: “Mostraram que podem vencer”

Enquanto o heptacampeão Lewis Hamilton define a atual Fórmula 1 como um "clube de meninos bilionários", Antonio Giovinazzi, da Alfa Romeo, não concordou: embora alguns pilotos tenham respaldo financeiro, eles estão na categoria por merecimento

Verstappen assume liderança da F1 após vitória: assista aos melhores momentos do GP de Mônaco (GRANDE PRÊMIO com Reuters)

Depois de Lewis Hamilton inferir que a Fórmula 1 se tornou um “clube de meninos bilionários”, foi a vez de Antonio Giovinazzi tomar a contramão do argumento: para o italiano, pilotos que trazem um apoio financeiro significativo com eles merecem seu lugar no grid, dado também aos desempenhos nas categorias juniores.

Lance Stroll, Nicholas Latifi e Nikita Mazepin têm patrocinadores ricos na categoria, mas Giovinazzi acredita que o sucesso anterior significa que seus lugares no grid são merecidos – Latifi é seis vezes vencedor de corridas na Fórmula 2, por exemplo, enquanto Stroll entrou na F1 depois de vencer o Campeonato Europeu de Fórmula 3. Já Mazepin venceu duas corridas em seu caminho para ficar na quinta posição do campeonato da F2 na temporada passada.

“Eles [pilotos pagantes] também mostraram nas outras séries que podem vencer. Eles estão aqui porque merecem. Claro, nomes e dinheiro ajudam, mas eles também se provaram nas categorias mais baixas”, disse Giovinazzi, em entrevista à Auto Motor und Sport, quando questionado sobre a tendência de pilotos com fundos financeiros significativos chegarem à F1.

Antonio Giovinazzi, da Alfa Romeo, disputa posição com Lance Stroll, da Aston Martin (Foto: Alfa Romeo)

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Sobre o dono do carro #99, seu futuro na F1 está confirmado até o final do ano, apenas. Giovinazzi afirma que não tem um plano reserva, caso não consiga um assento em 2022. Mesmo com Mick Schumacher mostrando potencial em suas primeiras corridas com Haas, o italiano diz que a pressão sempre o impulsionou e sua situação atual não é diferente de como ele competiu ao longo de sua carreira até agora.

“Existem apenas 20 pilotos na Fórmula 1. Sempre conduzi com pressão. Na Fórmula 2 eu tinha um patrocinador indonésio e sabia que tinha que entregar resultados para seguir em frente, e aqui é o mesmo. Tenho que ser bom e depois ficarei.

“Mick mostrou o que pode fazer com suas vitórias na Fórmula 3 e na Fórmula 2. Ele está aqui por causa dos resultados. No final das contas, foi uma decisão da Ferrari colocá-lo no Haas e eu no Alfa Romeo. Eu só quero ter um bom desempenho. Agora estou aqui com a Alfa Romeo e depois veremos o que acontece no próximo ano”, concluiu o piloto.

Fórmula 1 volta à ação no dia 6 de junho, com o GP do Azerbaijão, nas ruas de BakuGRANDE PRÊMIO acompanha diariamente todos os detalhes do Mundial.

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