Após acordo com Red Bull, McLaren planeja anunciar chegada de Key ainda no começo de 2019

Zak Brown já batizou James Key como o “pai do MCL35”, o carro que a McLaren vai construir para 2020. Com o acordo entre a McLaren e a Toro Rosso, com quem o engenheiro tem contrato até o fim de 2019, é esperado que o britânico seja incorporado ao time de Woking já no início do ano que vem

O início dos trabalhos de James Key como novo diretor-técnico da McLaren está bem perto de ser consumado. O engenheiro britânico foi contratado pela equipe de Woking na esteira de um processo de reestruturação técnica. Contudo, como seu contrato com a Toro Rosso vai até o fim de 2019, sua ida de imediato ao novo time foi vetada. Mas um acordo alcançado entre as duas partes vai permitir que Key comece a trabalhar pela McLaren já no começo do ano que vem.
 
Zak Brown, que inclusive já batizou Key de “pai do MCL35”, o carro da McLaren para 2020, salientou que um acerto está perto de ser fechado. 
 
“Avançamos com as negociações e estamos perto de chegar a um desfecho positivo para todos os envolvidos. Vamos anunciá-lo tão logo se confirme, no começo do ano que vem”, comentou o dirigente norte-americano em entrevista ao site ‘Motorsport-Total’. 

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James Key vai chegar à McLaren ainda no começo de 2019 (Foto: Getty Images/Red Bull Content Pool)

“Esperamos que James nos siga em tempo no ano que vem para nos ajudar com a evolução do carro de 2019 e, em última análise, para dar forma ao desenvolvimento para 2020”, declarou Brown, que já tem muitos planos para a chegada do novo diretor-técnico da McLaren. Além de Key, a equipe britânica trouxe de volta Pat Fry como diretor de engenharia, já trabalhando no novo carro para a próxima temporada.

 
Helmut Marko, consultor da Red Bull, dona da Toro Rosso, foi além e disse que o acordo já foi alcançado entre as duas partes e que, muito em breve, James Key vai poder trabalhar pela nova equipe. “Há um acordo com a McLaren e, provavelmente, haverá um comunicado de imprensa que indique o momento em que ele possa começar com a McLaren”.
 
O austríaco contou que o conceito de cooperação técnica entre Red Bull e Toro Rosso não é do agrado de Key, e assim o engenheiro optou pelo novo desafio com a McLaren. “Um fato da saída de James Key foi que ele não estava muito contente com esses conceitos, portanto a solução que buscávamos estava finalmente lá, e isso ficou mais fácil sem James Key”.
 
Reconhecido como um dos grandes talentos da engenharia desta nova geração da F1, Key não vai contar com um substituto na Toro Rosso. “A lacuna que ele deixa não vai ser preenchida. Um diretor-técnico, nesse sentido, já não é necessário porque vem do conceito da Red Bull”, concluiu o consultor taurino.

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