Após ano difícil em 2020, F1 divulga balanço financeiro melhor no 1º trimestre de 2021

A Fórmula 1 divulgou um balanço financeiro melhor para o primeiro trimestre de 2021, refletindo a recuperação contínua da organização depois de um 2020 difícil por conta da pandemia

Lewis Hamilton conquista vitória 97: assista ao GP de Portugal (GRANDE PRÊMIO com Reuters)

Depois de um 2020 impactado pelos efeitos da pandemia do novo coronavírus, a Fórmula 1 lida com um melhor balanço financeiro neste primeiro trimestre de 2021. A receita primária aumentou de US$ 17 milhões (cerca de R$ 90 milhões) de janeiro a março de 2020, para US$ 159 milhões (R$ 845 mi) no mesmo período deste ano, enquanto a receita total subiu de US$ 39 milhões (R$ 207 milhões) para US$ 180 milhões (R$ 958 mi).

Sobre o prejuízo, foi detectado um déficit operacional de US$ 137 milhões (R$ 728 mi) no primeiro trimestre do ano passado, o que foi reduzido para US$ 33 milhões (R$ 175 milhões) neste ano. Vale ressaltar que as equipes receberam um valor de US$ 44 milhões (R$ 235 milhões) nestes primeiros três meses. Em 2020, não houve este pagamento.

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Além disso, os números foram impactados porque a F1 reclassificou alguns de seus fluxos de receita, com certos gastos mudando de categoria de “outra” para “primária”. Este último inclui taxas de hospedagem de corrida, patrocínio e o que a F1 agora chama de direitos de mídia, que antes era conhecido como receita de transmissão. A Liberty Media, detentora da F1, explicou as mudanças como uma forma de melhor “avaliação do negócio”.

“Durante os três meses encerrados em 31 de março de 2021, a F1 começou a reclassificar certos componentes anteriormente relatados em outras receitas da F1 em categorias primárias da F1 para melhor se alinhar com a forma como atualmente avaliamos o negócio”, explicou a nota do Liberty Media.

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Balanço financeiro da F1 no primeiro trimestre de 2021 é melhor que o mesmo perído em 2020 (Foto: Pirelli)

“Os componentes mais significativos que foram reclassificados na receita primária da F1 incluem taxas para assinaturas de TV F1, taxas de licenciamento de direitos comerciais para corridas de Fórmula 2 e Fórmula 3, taxas de suporte de filmagens de programas, taxas de direitos de transmissão para Fórmula 2 e corridas de Fórmula 3 e taxas de direitos de publicidade nas plataformas digitais da Fórmula 1. Após a reclassificação, outras receitas da F1 são compostas principalmente de receitas de locomoção e hospitalidade”, acrescentou.

Ao explicar o aumento em sua receita de 2021, a F1 também revelou um pagamento único que se acredita estar relacionado ao cancelamento do GP do Vietnã.

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“A receita primária da F1 aumentou no primeiro trimestre com o crescimento na promoção de corridas, direitos de mídia e taxas de patrocínio”, relatou.

“Isso se deve principalmente ao reconhecimento da receita específica da corrida e baseada na temporada com uma corrida realizada no primeiro trimestre de 2021, com nenhuma corrida no mesmo período do ano anterior. Além disso, as taxas de direitos de mídia também se beneficiaram do crescimento na receita de assinaturas de TV da F1”, finalizou o grupo empresarial.

Importante destacar também que os números resultam no fato de que nenhuma corrida foi realizada nos primeiros três meses de 2020, após o cancelamento de última hora do GP da Austrália, enquanto neste ano o trimestre apresentou a abertura da temporada do Bahrein e sua receita associada.

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