F1

Após Áustria, chefe da Mercedes faz pedido: “Parem de jogar a F1 para baixo”

Toto Wolff não aprova o pessimismo que ronda a Fórmula 1. O chefe da Mercedes aproveitou o bom GP da Áustria para pedir que equipes e públicos reclamem menos da situação da categoria e da qualidade das corridas

Grande Prêmio / Redação GP, de Berlim
Toto Wolff, chefe da Mercedes, acompanhou uma Fórmula 1 de altos e baixos nas últimas semanas. Após uma chuva de críticas por conta do chato GP da França, a categoria vive momento de certa empolgação após o animado GP da Áustria. A corrida no Red Bull Ring inclusive motiva um pedido de Wolff: que público e equipes parem de jogar a categoria “para baixo”.
 
“Acho que aqueles que aproveitam as maiores polêmicas e usam as palavras mais fortes em suas retóricas deveriam se lembrar [do GP da Áustria] na próxima vez que começarem a reclamar”, disse Wolff. “A gente não deveria fazer que nem o Ratner [empresário britânico] e ficar jogando nosso esporte para baixo”, seguiu.
 
Wolff faz referência ao empresário Gerald Ratner, diretor executivo da Ratner, uma das principais joalherias do mundo. Em 1991, o empresário disse que a qualidade dos produtos era “uma porcaria total”. As consequências foram drásticas: as ações da companhia despencaram, Gerald foi demitido e a empresa trocou de nome, passando a atender por Signet.
Toto Wolff (Foto: Mercedes)
Para evitar que a F1 desvalorize a si própria, Wolff celebra a corrida na Áustria e aproveita para elogiar a Pirelli. A fábrica italiana sofreu pressão para descartar os pneus de 2019 e voltar aos de 2018. Com apoio da Mercedes, a votação das equipes teve resultado favorável à permanência dos compostos vigentes.
 
“Foi um dia muito bom para a Fórmula 1. Tivemos uma corrida fantástica. Quero parabenizar o pessoal da Pirelli, que manteve firme sua opinião, suportou tentativas de manipulação e nos entregou um produto que nos permite acelerar até o fim. Ano passado tivemos problemas com bolhas, mas esse ano os pneus estão ótimos. Não deixa de ser engraçado que algumas das equipes que mais reclamaram foram as que conseguiram acelerar até o fim [na Áustria]”, encerrou.
 
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