Após caso de abuso, Mazepin tenta se esquivar e culpa “tratamento diferente a russos” na F1

Nikita Mazepin mostra que não aprendeu muito após o caso de abuso: em entrevista à TV russa, disse que os pilotos de seu país são perseguidos

No começo do último mês de dezembro, pouco após ser anunciado como novo piloto da Haas, Nikita Mazepin se envolveu em caso de abuso: um vídeo em que apalpava o seio de uma mulher sem consentimento foi divulgado na internet. Desde então, a equipe diz que o russo tem a vaga na F1 garantida e que aprendeu a lição. Mas não parece ser o caso.

Em entrevista ao programa ‘Match TV’, de seu país natal, Mazepin tentou se esquivar da culpa e afirmou que muitas das críticas tem a ver com o fato dele ser russo, e não com seus atos.

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Mazepin manteve a vaga para 2021 (Foto: Divulgação)

“Existem certas razões, que não tem nada a ver com o mundo da velocidade, pelas quais eu sou tratado de forma diferente. Eu estou acostumado com as críticas e não tenho problemas com elas”, disse.

“Outros pilotos russos, todos do nível mais alto, profissionais em todas as situações, ouviram críticas que não eram merecidas. Mas a vida é assim. O fato de que russos são tratados de forma diferente não me surpreende”, seguiu.

Para Mazepin, o mundo da F1 não gosta de russos (mesmo que, nos últimos anos, Daniil Kvyat, Sergey Sirotkin e Vitaly Petrov tenham conquistado espaço no grid): “Todos os pilotos russos recebem essas críticas, esse ódio. Estou preparado para isso? É parte da vida. Se você quer correr, você precisa encarar coisas assim”, finalizou.

Ainda em dezembro de 2020, a Haas confirmou a presença de Mazepin no grid. Já a F1 e a FIA se silenciaram sobre o caso.

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