F1

Após confirmação da saída da Alemanha, Ecclestone afirma que grid da F1 em 2017 tem apenas uma dúvida: Brasil

Bernie Ecclestone só tem um único ponto de interrogação para a temporada 2017 da F1 em termos de calendário: se terá ou não um GP no Brasil. Com Canadá confirmado, Itália com apenas uma assinatura pendente e a Alemanha fora, a dúvida restante é quanto a Interlagos

Warm Up / Redação GP, do Rio de Janeiro
 

O calendário da F1 será divulgado na próxima semana e, segundo Bernie Ecclestone, agora resta apenas uma dúvida: o GP do Brasil. Com o Canadá confirmado e a Alemanha fora do radar para 2017, apenas a corrida de Interlagos está na berlinda para o ano que se avizinha.
 
Ecclestone destacou que as respostas serão dadas logo, visto que o calendário precisa ser referendado pelo Conselho Mundial de Automobilismo e a última reunião do ano é no próximo dia 30. Mas aos poucos as dúvidas vão se acabando.
 
"A única interrogação é o Brasil. Estamos resolvendo isso. Espero que seja logo resolvido", disse.
 
Na sequência, Ecclestone fez outra afirmação: o GP da Itália deve ser confirmado nos próximos dias após uma reunião em Londres, na semana que passou, ter ajustado últimos detalhes. "Muitos apertos de mãos. Eles são italianos! Não podiam assinar o contrato essa semana, queriam mudar algumas coisas, e nós concordamos", explicou. Mas, perguntado se há com o que se preocupar, respondeu: "Não, nada. Não há com o que ter dúvidas."
 
Sobre o GP da Alemanha, Ecclestone abriu a porta para um retorno em 2018, quando o contrato com Hockenheim volta a ser acionado. A esperança num retorno ao circuito de Nürburgring, onde a F1 não corre desde 2012, não se concretizou. E Bernie não entende do que mais a Alemanha precisa para se esforçar até o limite e realizar a corrida.
Bernie Ecclestone (Foto: Getty Images)
"Tínhamos um contrato que alternava Nürburgring e Hockenheim, e o ano que vem era em Nürburgring. Estávamos esperando que pudéssemos fazer um acordo com as pessoas com quem tínhamos contrato. Hockenheim tem contrato para 2018", afirmou.
 
"Eu não estou desapontado, estou surpreso. Do que um país precisa se ele está interessado na F1? Que interesse mais eles podem ter? A Alemanha não está em falta de pilotos ou construtores", seguiu.
 
O chefão da F1 também não falou sobre as mudanças de datas entre as corridas que ficam no calendário. Há a expectativa de corridas como Hungria, Malásia e Rússia vejam mudanças na época do ano em que acontecem.
 
"Muita coisa mudou, eu não lembro. O calendário vai sair semana que vem. Boas coisas fazem valer a espera, acreditem", falou.
 
Bernie também garantiu: não quer perder o GP de Cingapura, mas aceita que existe a possibilidade. Quanto à etapa malaia, já entende que é decisão tomada.
 
"Custa muito dinheiro realizar a corrida em Cingapura. Quando nós fizemos o contrato com eles, nunca foi com a ideia de iluminar a ilha inteira. Foi depois da assinatura que eles tiveram a ideia e gastaram mais 20 milhões do dinheiro deles. Estão dizendo 'Por dez anos pagamos nossas dívidas, então queremos que fique mais barato'. Eles fizeram o que queriam pela marca deles, claro. Não quero perder Cingapura. Há corridas que realmente não queremos perder", seguiu.
 
"Aparentemente foi nisso que concordaram [na Malásia]. Gente legal, amável, nunca tivemos problemas com eles", encerrou.

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