F1

Após tetra, Hamilton descarta repetir Rosberg com aposentadoria. E já pensa em igualar marca de Fangio

Diferente do antigo rival Nico Rosberg, que surpreendeu o mundo do esporte ao anunciar sua aposentadoria da F1 cinco dias após ter conquistado seu único título, Lewis Hamilton deixou claro que ainda há fome para ganhar muito mais e seguir quebrando recordes. Agora, o novo tetracampeão sonha em igualar a maca do lendário Juan Manuel Fangio, dono de cinco títulos
Warm Up, do Hermanos Rodríguez / Redação GP, de Sumaré
 Lewis Hamilton (Foto: Mercedes)

Lewis Hamilton não se cansa de fazer história. E tampouco de quebrar recordes. Neste 2017 tão especial, o britânico de 32 anos superou ninguém menos que Ayrton Senna e Michael Schumacher para tornar-se o maior dono de poles da F1. E no último domingo (29), deixou o laureado ‘Clube dos Tri’, do qual fazem parte lendas como Jack Brabham, Jackie Stewart, Niki Lauda, Nelson Piquet e Ayrton Senna e agora integra o rol dos detentores de quatro títulos ao lado de Alain Prost e Sebastian Vettel
 
Agora, com 2018 já a caminho, Hamilton deixou claro que tem fome para muito mais. Por isso, descartou por completo seguir os passos de Nico Rosberg, o ex-rival que deixou a F1 apenas cinco dias depois de conquistar seu único título mundial no ano passado. A meta de Lewis é igualar outra lenda da F1: o argentino Juan Manuel Fangio, pentacampeão do mundo.
 
“Obviamente, poderia fazer o mais fácil, como fez Rosberg, e simplesmente me aposentar com esse quarto título, mas acho que há mais em mim, há mais por vir, mais desafios e momentos mais difíceis pela frente. E eu gosto disso. Adoro”, declarou o piloto em entrevista coletiva pouco depois de comemorar sua glória máxima na F1.
Lewis Hamilton não quer parar no tetra. E já mira igualar a marca histórica de Juan Manuel Fangio (Foto: AFP)
Hamilton invocou o lema que o acompanha ao longo da carreira para reforçar seu espírito de superação depois de um começo de temporada difícil em que esteve boa parte atrás de Sebastian Vettel. Mas a reação fulminante na segunda parte do campeonato foi decisiva para o título.
 
“Levo a frase ‘Ainda assim me levanto’ na parte de trás do meu capacete. Significa que quando te batem, você se levanta de novo, e segue lutando tão forte quanto possível. Nunca me dei por vencido, continuei lutando”, declarou Lewis, de olho na mítica marca de Fangio. “Quatro é um grande número, mas agora quero cinco”, completou.
 

Toto Wolff, chefe da Mercedes, ressaltou que o desafio de Hamilton para alcançar o pentacampeonato no ano que vem vai ser muito mais difícil, sobretudo se a Red Bull mantiver a força nesta fase final da temporada, se a Ferrari continuar bem e aparecer um fato novo, a McLaren, a partir de 2018 impulsionada pelo motor Renault.
 
“Gosto da briga entre três [equipes] e mesmo a McLaren, com motor Renault, pode estar lá, também. Claramente, Max Verstappen é um cara com grande futuro e um carro muito rápido”, analisou o dirigente austríaco.
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