Às vésperas de definir regulamento de 2017, F1 aponta troca de hegemonia nas quatro últimas mudanças

A F1 está para definir com que tipo de carro, no sentido técnico, vai correr na próxima temporada. Em meio à dúvida se é válido prosseguir com a proposta radical, a categoria mostra que nos últimos 22 anos, quando o regulamento mudou, mudou também a equipe a dominar o campeonato

Nesse sábado (30), a F1 volta a se reunir, pela última vez, para decidir o regulamento de 2017 da categoria, já que o último encontro não resultou em avanços. Ainda sem certeza se a proposta de mudança profunda será aceita ou rejeitada pelas equipes — Toto Wolf já declarou o seu desejo pela permanência das atuais regras —, o que a história mostra nas últimas quatro alterações no regulamento é que, de alguma maneira, influenciaram no resultado dos campeonatos seguintes.
Michael Schumacher e Damon Hill se chocam em Adelaide: título do alemão (Foto: Getty Images)
 
 

1994 – FIA proíbe componentes eletrônicos para quebrar domínio da Williams


Após dois títulos sem dificuldades para a Williams – 1992 com Nigel Mansell e 1993 com Alain Prost —, a FIA decidiu mudar o regulamento e baniu os componentes eletrônicos, que ficaram famosos nos carros ‘de outro planeta’ de Frank Williams.

Sem os controversos componentes, a equipe britânica entrou em 1994 com um modelo totalmente reformulado, a ponto de Ayrton Senna afirmar: “Cagaram no meu carro”. Após a morte do brasileiro, coube a Damon Hill vencer a sua primeira corrida no ano só no GP da Espanha, quinta etapa do Mundial. Após a corrida em Jerez, a equipe conseguiu vencer outras seis corridas (cinco com Hill e uma com Mansell) e conquistou o título dos Construtores – Michael Schumacher foi banido de duas corridas e, sem o seu principal piloto, a Benetton acabou ultrapassada pela Williams na classificação.

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Fernando Alonso bateu a todos na temporada 2005 da F1 (Foto: Reprodução/Twitter)

2005 – F1 altera regulamento para acabar com hegemonia de Ferrari e Schumacher

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Um jogo de pneus para classificação e corrida, limitações nos motores e alterações na parte aerodinâmica do carro. Essa foi a formula encontrada pela F1 para acabar com o domínio de Michael Schumacher na categoria. Com dificuldades no início do campeonato por conta do carro e com os pneus Bridgestone, a equipe italiana só conseguiu vencer uma etapa naquela temporada, o caótico GP dos EUA, onde todos os carros com pneus Michelin recolheram por motivos de segurança após a volta de apresentação.


Enquanto a Ferrari observava o seu domínio indo embora, Renault e McLaren agradeciam a Michelin pelos ótimos compostos e, em uma disputa entre Fernando Alonso x Kimi Räikkönen, o piloto espanhol levou a melhor e conquistou seu primeiro título mundial. Entre os construtores, quem acabou com os seis anos vermelhos da F1 foi a francesa Renault. Com o melhor carro do grid, os britânicos da McLaren sofreram com constantes quebras e terminaram o campeonato em segundo. Antes dominadora, a Ferrari fechou o campeonato em terceiro.
Brawn GP em ação no GP do Brasil de 2009 (Foto: Vladimir Rys/Bongarts/Getty Images)

2009 – mudança radical nos carros embaralham F1 e elevam Brawn e Red Bull 


Após uma intensa briga entre McLaren e Ferrari nos anos de 2007 e 2008 e tendo a BMW como terceira força, a F1 teve uma das mudanças mais radicais no regulamento. Com alterações nas dimensões dos carros, proibição dos apêndices aerodinâmicos, introdução do KERS e a volta dos pneus slicks, os testes para a temporada 2009 começaram ainda em 2008, tendo a BMW como primeira a começar os trabalhos.

Brigando pelo título até a última etapa, Ferrari e McLaren se atrasaram no desenvolvimento do novo carro e ficaram para trás, conseguindo, juntas, somente três vitórias. Mesmo abandonando o desenvolvimento do F1.08 na metade da temporada de 2008, a BMW acabou caindo de rendimento e, após fechar a temporada em 6º, a equipe alemã abandonou a categoria.

Com todas as mudanças e novas regras, as equipes que não brigaram pelo campeonato de 2008, como Brawn GP – na época Honda – e Red Bull, se beneficiaram e ficaram em 1º e 2º no mundial de construtores. Com um começo de ano inquestionável, Jenson Button conquistou seu único título após vencer sete das primeiras oito corridas.
Festa do título de Construtores da Mercedes em 2014 (Foto: Mercedes)

2014 – segunda mudança radical em cinco anos coloca Mercedes à frente 


Sebastian Vettel, Red Bull e Renault formaram o trio perfeito da F1 entre 2010 e 2013. Afinal, foram 34 vitórias, 40 poles e 4 títulos.

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Para 2014, a categoria trocou o motor V8 pelo V6 turbo, reduziu o consumo de combustível por corrida, alterou a construção dos pneus e apresentou radicais mudanças aerodinâmicas.


Enquanto a Red Bull deixava o posto de melhor equipe e entrou em guerra com a Renault, a Mercedes assumiu o lugar ocupado pela equipe austríaca na categoria e está caminhando para o terceiro título seguido em 2016. Curiosamente, como aconteceu em 2009, a equipe sediada na cidade de Brackley foi quem levou a melhor com o novo regulamento.

Agora, em meio à quarta etapa do campeonato na Rússia, falta a decisão dos organizadores e das equipes para 2017.
PADDOCK GP #26 (VERSÃO 3) DEBATE F-E, MOTOGP, INDY E F-1

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