F1

Atento a eventuais brechas no regulamento, chefe da Mercedes põe até Williams como ameaça em 2019

Chefe da Mercedes, Toto Wolff afirmou que tudo será possível com a mudança no regulamento da F1 em 2019. Dirigente considerou que, por conta de eventuais brechas, até a Williams pode ser uma ameaça na próxima temporada
Warm Up / Redação GP, de São Paulo
 Lewis Hamilton (Foto: Mercedes)
A Mercedes não quer dar margem para o azar em 2019. Atento a eventuais brechas no novo regulamento da F1, Toto Wolff encara todas as rivais como ameaças, até mesmo a Williams, que fez uma campanha bastante apagada neste ano.
 
A F1 vai introduzir em 2019 um novo regulamento aerodinâmico, uma tentativa de melhorar as ultrapassagens. E, na visão do chefe da Mercedes, este novo código por embaralhar a ordem de forças do Mundial.
 
O dirigente lembrou o caso da Brawn em 2009, que aproveitou uma brecha no regulamento com seu difusor duplo e conquistou o título, e avaliou que a Mercedes encara todas as equipes do grid como ameaças. 
Toto Wolff acha que até Williams pode ser ameaça em 2019 (Foto: Mercedes)
“Acho que com a mudança nas regras, tudo é possível”, disse Wolff na sexta-feira, às vésperas da cerimônia de premiação da FIA. “É quase como em 2009, quando a Brawn identificou o difusor duplo. Acho que poder ter times que identificaram brechas que outros não encontraram e isso pode fazer a diferença”, ponderou.
 
“Então estamos levando todo mundo a sério: seja a Ferrari que terminou no segundo lugar neste ano ou a Williams que terminou no décimo. Todas elas podem aparecer com um carro com mais performance do que nós”, avaliou. “Nós respeitamos todos esses times e o esforço que eles colocam e todos eles são vistos como competidores”, garantiu.
 
Ainda, Wolff considerou que todos os fabricantes de motor conseguiram avanços importantes em 2018 e, por isso, a Mercedes precisa de metas mais ousadas para conseguir manter seu domínio na F1.
 
“Nós vimos ao longo da temporada que todos os fabricantes de motor, incluindo a gente, deram grandes passos”, recordou. “A Ferrari teve uma unidade de potência muito forte neste ano. A Honda teve uma grande melhora com performance excepcionais na Toro Rosso. Também a Renault impulsionou a Red Bull a ser uma candidata à vitória em quase todas as corridas no fim da temporada”, citou.
 
“Você pode ver que a performance do motor está convergindo. Nós lideramos o pelotão por muitos anos e, para permanecermos na liderança deste pelotão no ano que vem, e voltar à esta posição, nós precisamos pressionar bastante e traçar metas ambiciosas”, defendeu. “Mas como a F1 também se tornou uma fórmula de eficiência, é importante que você tenha o motor mais potente que de fato termine a corrida. Não é só sobre o desempenho máximo, é sobre confiabilidade máxima. Esse equilíbrio é muito difícil”, concluiu.