F1

Audi se junta a montadoras e participa de reunião da FIA sobre motores da F1 a partir de 2021

A Audi irá se juntar à F1 - mas apenas para uma reunião. A marca alemã foi uma das convidadas para a reunião convocada pela FIA - e que será realizada na França - para tratar da geração de motores da F1 que tomará conta a partir de 2021. Stefano Domenicali, chefe da Lamborghini - braço do Grupo Volkswagen, como a Audi - será o representante
Warm Up / Redação GP, do Rio de Janeiro
 Lucas Di Grassi vai largar na pole nas 6 Horas de Fuji (Foto: Audi)
 

Os motores da F1 serão discutidos pela FIA numa reunião a ser realizada em Paris na próxima sexta-feira, 31 de março. Os convidados serão, como esperado, as fabricantes de unidade de força do Mundial: Mercedes, Honda, Renault e Ferrari. Mas não apenas elas. A maior surpresa entre as marcas que receberam convite? A Audi. E será Stefano Domenicali a sentar na mesa representando a marca alemã.
 
A informação é do site alemão 'Motorsport-Total.com'. A reunião dará conta não dos motores atuais, os V6 Turbo, que, a despeito de empurrarem os carros da F1 há quatro anos, ainda não convenceram todo mundo. Mas dos motores que serão adotados a partir da temporada 2021. E, para tanto, a FIA fez convites. Além da Audi, segundo o jornal espanhol 'AS', outra fábrica japonesa e um possível fornecedor privado também estão entre os chamados, embora os nomes sigam em sigilo.
 
"Não estarão apenas os fabricantes que atualmente participam da F1", afirmou o diretor-executivo da Mercedes, Toto Wolff, em entrevista ao site. O que o 'Motorsport-Total' garante é que não se trata de uma discussão sobre a entrada das marcas na F1.
 
"A F1 deve estar alinhada com os desenvolvimentos tecnológicos e ser sustentável. Hoje os motores são sofisticados demais", afirmou Jean Todt falando sobre a reunião. O diretor-esportivo da F1, Ross Brawn, foi numa direção semelhante. "São uma grande obra de engenharia, com certeza, mas caros demais e complicados", encerrou.
Calma, Stefano Domenicali (Foto: Getty Images)
A Audi é parte do Grupo Volkswagen e, portanto, não tem uma entrada da F1 como prioridade no momento. Especialmente pelo fato do escândalo 'Dielselgate', revelado em 2015 e que criou grandes prejuízos econômicos para si - muito por conta disso deixou o WEC, o WTCC e diminuiu participação no DTM.

Não quer, porém, 'largar o osso' de ter informações importantes quanto as tendências da competição e do mercado automobilístico. Especialmente caso a F1 entre num caminho de um motor com tecnologia mais capaz de ser utilizada na produção para as ruas. 
 
Como o diretor-esportivo da Audi, Dieter Gass, estará acompanhando o eP da Cidade do México da F-E durante o fim de semana, Domenicali foi o escolhido para a reunião. Ex-chefe da Ferrari, Domenicali é atualmente o chefe da Lamborghini - outra marca pertencente ao Grupo Volkswagen. 
 
Experiente na F1, Domenicali foi contratado pela Audi em 2014 para liderar o estudo para um possível programa da marca na F1. Quando o Grupo VW desistiu, Domenicali foi colocado à frente da Lamborghini, onde está desde então.
 
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