F1
24/11/2016 11:14

Banco do Brasil alega questões orçamentárias e estratégia de marketing e oficializa fim de patrocínio à Sauber

O cenário econômico atual faz com que o Banco do Brasil enfrente muitas dificuldades e tenha fechar a torneira quanto aos seus investimentos na F1. Assim, a instituição financeira estatal, que estampava sua marca nos carros da Sauber desde 2015, deixa de patrocinar a equipe ao fim desta temporada, jogando o futuro de Felipe Nasr diretamente nas mãos de Bernie Ecclestone, seu principal apoiador na luta por encontrar uma vaga para 2017
Warm Up / FERNANDO SILVA, de Sumaré / VICTOR MARTINS, de São Paulo
 Felipe Nasr (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)
 

O Banco do Brasil vai sair de cena na F1 e na Sauber ao fim da temporada 2016. A instituição financeira estatal, que segue a linha adotada pelo governo federal de cortar custos, anunciou que vai deixar de patrocinar a escuderia suíça ao fim do ano, deixando o futuro de Felipe Nasr na F1 diretamente nas mãos de Bernie Ecclestone, seu principal apoiador na luta para encontrar um lugar no grid da temporada 2017. O GRANDE PRÊMIO teve acesso ao comunicado que foi feito internamente na manhã desta quinta-feira (24).
 
Estima-se que, nos dois anos em que o Banco do Brasil foi o principal apoiador da carreira de Nasr, foram gastos em torno de R$ 40 milhões por temporada. A instituição financeira ostentou sua marca nos carros construídos em Hinwil desde o ano passado, sendo que em 2014, já como patrocinadora de Nasr desde os tempos de GP2, patrocinou também a Williams.
 
Em comunicado, o Banco do Brasil justificou sua saída da Sauber ao fim do ano. “O patrocínio à equipe Sauber F1 Team não será renovado ao final desta temporada. Durante as negociações com a escuderia, o Banco do Brasil condicionou a renovação do contrato de patrocínio à entrada de outros patrocinadores brasileiros, o que não ocorreu.”
Felipe Nasr atende a imprensa no Paddock de Interlagos (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)

A empresa estatal falou em orgulho por ter apoiado a carreira de Nasr, sendo fundamental para sua ascensão à F1, mas considera que o momento econômico atual não lhe permite fazer investimentos tão grandes, justamente em uma fase em que há a perspectiva de fechamento de centenas de agências e de um grande plano de demissão voluntária para enxugar os gastos do Banco do Brasil.
 
“O Banco do Brasil reconhece o talento do piloto Felipe Nasr e orgulha-se por ser o patrocinador responsável por seu ingresso na F1. Entretanto, por questões orçamentárias e devido à revisão na estratégia de marketing, entende como necessário rever o investimento na categoria”, complementa a empresa.
 
Assim, o futuro de Nasr na F1 fica ainda mais complicado. Restam três vagas a serem preenchidas para 2017: uma na Sauber e outras duas na Manor. Felipe tem como seus grandes adversários na corrida por um lugar na equipe suíça o alemão Pascal Wehrlein, que conta com o apoio de Toto Wolff, e Esteban Gutiérrez, apoiado pelo bilionário Carlos Slim. Nasr, por sua vez, tem como trunfo Bernie Ecclestone, interessado em manter um piloto brasileiro no grid em razão da importância do mercado tupiniquim para a F1.

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