F1

Berger cita poder descentralizado nas rivais e vê carga “um pouco pesada” para só Binotto na Ferrari

Ex-Ferrari, Gerhard Berger avaliou que Mattia Binotto pode ficar sobrecarregado por ser o único responsável pela escuderia italiana. O ex-piloto avaliou que as equipes rivais tem o poder descentralizado e considerou que isso pode fazer a diferença

Grande Prêmio / Redação GP, de São Paulo
Gerhard Berger teme que Mattia Binotto acabe sobrecarregado na Ferrari. O ex-piloto lembrou que rivais da Fórmula 1 como Mercedes e Red Bull têm o poder mais descentralizado, algo que poderia ser útil na organização da escuderia de Maranello.
 
Ex-diretor-técnico, Binotto foi promovido ao comando do time neste ano na vaga que era ocupada por Maurizio Arrivabene. Nas primeiras três corridas da temporada, apesar do bom desempenho mostrado nos testes, a Ferrari deixou a desejar, com a Mercedes conquistando a vitória nas provas de Austrália, Bahrein e China.
 
Vencedor de cinco corridas com a Ferrari, equipe que defendeu entre 1987 e 89 e entre 1993 e 95, Berger apontou as diferenças de estrutura entre as equipes ponteiras da F1.
Gerhard Berger avaliou que Binotto pode ficar sobrecarregado sozinho no comando da Ferrari (Foto: GEPA pictures/ Matic Klansek)
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“O normal com a Ferrari é alguém assumir a responsabilidade e assumir toda a responsabilidade”, disse Berger. “Pois, quando você olha para a Red Bull, você tem esse gênio que é Adrian Newey. Você tem um capaz Christian Horner. E aí você tem o tubarão Helmut Marko”, exemplificou. 
 
“Aí você olha para a Mercedes: Toto [Wolff] é muito capaz. Você tem um gênio do lado do motor, que é o Andy Cowell. E você tem Niki [Lauda], infelizmente, ele não está lá agora”, lembrou, se referindo a recuperação do ex-piloto. “Na Ferrari, você só tem Binotto. Não sei se isso é o suficiente. Acho que Binotto é um grande técnico. Só é [importante] que ele não use muito tempo para talvez discussões políticas ou algo assim, e aí fique sem tempo para o principal”, alertou. 
 
Ainda, Gerhard lembrou que a Ferrari tinha uma estrutura de comando diferente na época de Michael Schumacher e que o agora ex-piloto tinha uma capacidade ímpar de fazer as pessoas trabalharem bem juntas.
 
Nos anos 90, Schumacher partiu da Benetton levando junto Ross Brawn e Rory Byrne, que foram para a Ferrari trabalhar sob o comando de Jean Todt.
 
“Uma das principais forces dele era que ele sabia como colocar as pessoas juntas e tirar o máximo delas”, considerou Berger. “Quando ele foi para a Ferrari, disse: ‘Ross, você vem comigo. Rory, você vem comigo’”, seguiu. 
 
“E isso foi muito bom, e acho que com isso ele tinha uma vantagem em relação a Sebastian. Michael era fantástico até mesmo em recrutar pessoas para o time dele”, exaltou. “De novo, você tinha três pessoas: você tinha Rory, o gênio da época, você tinha Ross, e você tinha Jean Todt, que lidava com a parte política e o regulamento”, comentou.
 
“Só não sei quem vai assumir certos papéis na Ferrari, porque se é tudo com Binotto, vai ser um pouco pesado”, concluiu.
 
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