Ecclestone sugere que Mercedes pressione Hamilton em negociação: “É pegar ou largar”

Bernie Ecclestone não aprova a paciência da Mercedes com Lewis Hamilton na negociação de um novo contrato, que teima em não vir. O ex-chefão da F1 cobra uma mudança de atitude

A negociação entre Mercedes e Lewis Hamilton se arrasta há meses e, mesmo com a temporada 2021 se aproximando, segue sem desfecho claro no horizonte. As duas partes jogam duro na hora de conseguir o que querem em um novo contrato. Só que talvez já seja hora de ir direto ao ponto: de acordo com Bernie Ecclestone, ex-chefão da Fórmula 1, é hora de um ultimato da escuderia alemã ao heptacampeão.

A reação de Ecclestone tem a ver com os últimos desdobramentos da novela, com Hamilton supostamente querendo controlar quem será seu companheiro de equipe no futuro. Para Bernie, a Mercedes precisa bater o pé.

“Eu já teria deixado tudo bem claro para o Lewis: é pegar ou largar, é ou aceitar o que oferecemos agora, ou deixar para trás. Só há uma pessoa que decide os pilotos, e essa pessoa seria eu”, disse Ecclestone ao site f1-insider, explicando o que faria no lugar de Toto Wolff, chefe da Mercedes.

Ecclestone ficou marcado na história da Fórmula 1 como um grande negociador. Primeiro como chefe da equipe Brabham, depois como líder do esporte como um todo. 

LEWIS HAMILTON; F1; FÓRMULA 1;
Lewis Hamilton aguarda a definição do seu futuro na Mercedes (Foto: Steve Etherington/Mercedes)

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Foi na passagem pela Brabham, por sinal, que Bernie teve os primeiros sinais de como é duro lidar com pilotos. O britânico lembrou o interesse em contratar Ayrton Senna para 1984, uma negociação que não foi adiante.

“A gente teve um bom teste uma vez com um jovem brasileiro chamado Ayrton Senna. Eu queria ele na equipe. Quando o Nelson [Piquet] ouviu isso, ele ficou irritado e agiu como uma criança mimada. Ele certamente não queria o Senna como companheiro de equipe, ele percebeu o potencial de imediato”, encerrou.

Apesar de Bernie insinuar que Piquet vetou Senna, a história é mais complexa: a patrocinadora Parmalat queria um piloto italiano na outra vaga, o que levou à contratação de Teo Fabi.

No caso de Hamilton, a corrida passa a ser contra o relógio também. A Mercedes vai apresentar o novo carro em menos de um mês, em 2 de março. A nova temporada, por sua vez, tem início previsto para 28 de março, no Bahrein.

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