F1

Bottas fala em lealdade à Mercedes e admite que deixa Hamilton passar se receber ordem de equipe

Desde que chegou à Mercedes, Valtteri Bottas deixou claro que não seria um mero segundo piloto e que lutaria de forma limpa com Lewis Hamilton. No entanto, caso receba uma ordem de equipe para deixar seu companheiro de equipe passar, o finlandês afirmou que não hesitaria, embora diga que “isso é o pior que um piloto de corridas pode escutar”
Warm Up / Redação GP, de Sumaré
 Valtteri Bottas e Lewis Hamilton (Foto: Mercedes)

A contratação de Valtteri Bottas como novo companheiro de equipe de Lewis Hamilton na Mercedes em substituição ao campeão do mundo e aposentado Nico Rosberg levantou muitas discussões. Uma delas diz respeito à suposta passividade do finlandês em um eventual confronto na pista com Hamilton. Toto Wolff, chefe da Mercedes, já admitiu que o perfil pacificador e tranquilo de Bottas pesou na sua contratação e, dentre tantos fatores, optou por não trazer um piloto de ponta como Fernando Alonso.
 
Aos 27 anos, Bottas chegou à escuderia tricampeã do mundo com o natural discurso de quem não se vê como segundo piloto, deixando claro que entraria de igual para igual na luta com Hamilton. Contudo, o nórdico afirmou à emissora finlandesa MTV3 que não hesitaria em ceder posição ao companheiro de Mercedes caso a equipe lhe ordenasse em algum momento. 
 
“Se houver uma ordem em que você tem de deixar passar seu companheiro, isso é o pior que um piloto de corridas pode escutar”, admitiu o nórdico.
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ENVOLVE ATÉ PAPEL HIGIÊNICO
Se a Mercedes pedir, Bottas abrirá passagem a Lewis Hamilton (Foto: Divulgação/Mercedes)
“Mas sempre haverá alguma razão, pela qual também há um campeonato de construtores, e também tenho um objetivo a longo prazo com a Mercedes, e sempre fui leal às equipes pelas quais pilotei”, salientou Bottas.
 
Entretanto, Valtteri entende que um eventual pedido da Mercedes para abrir passagem para Hamilton só viria mesmo em último caso.
 

“Deixamos claro desde o começo que Lewis e eu poderemos competir em cada corrida. Só se houver diferentes táticas ou algum problema, então talvez a equipe vai dar alguma ordem”, comentou. “Mas, no geral, podemos competir, sempre, desde que o façamos de forma honesta e sem nos batermos. Nossa filosofia é que estamos competindo”, concluiu.
 
O GP da China, o segundo do campeonato, acontece neste fim de semana, e o GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades em Xangai AO VIVO e em TEMPO REAL.