F1

Brawn anuncia que deixa Mercedes no fim de 2013 e será substituído por Wolff e Lowe

O dirigente afirmou que preparou a transição ao longo da última temporada e vê a escuderia alemã com as bases construídas para ter sucesso a partir do próximo ano, quando o novo regulamento da F1 entra em vigor

Warm Up / Redação GP, de São Paulo

Ross Brawn está fora da Mercedes em 2014. O dirigente confirmou nesta quinta-feira (28) que está deixando a escuderia ao final deste ano e passará o cargo de chefe de equipe tanto a Toto Wolff quanto a Paddy Lowe. Enquanto o primeiro vai ser responsável pelas decisões comerciais, o segundo vai efetivamente cuidar do dia a dia do time.

Brawn explicou que escolheu deixar a Mercedes nesse momento, pois era a hora certa de fazer a transição na liderança do time. Após a boa temporada de 2014 e com as garantias de que a escuderia terá condições de ir bem nos próximos campeonatos, o britânico achou que estava na hora certa de deixar o posto.
Ross Brawn deixa a Mercedes no fim de 2013 (Foto: Getty Images)

“A consideração mais importante na minha decisão de deixar o cargo de chefe de equipe foi garantir que o momento estava certo para garantir o sucesso futuro”, disse o inglês. “O plano de sucessão que implementamos durante este ano significa que a equipe agora está pronta para a transição das minhas responsabilidades atuais pra uma nova liderança formada por Toto e Paddy”, declarou.

“A Mercedes-Benz investiu significativamente tanto em pessoal quanto em estrutura em Brackley e em Brixworth. Graças à abordagem de uma equipe que colocamos entre ambas as fábricas, a equipe está posicionada para ter sucesso em 2014, e eu estou orgulhoso de ter ajudado a fixar as fundações para esse sucesso”, acrescentou.

O inglês afirmou que, com a chegada do novo regulamento no próximo ano, a escuderia alemã está em condições de brigar por vitórias e por títulos desde a primeira corrida do próximo campeonato.
 
“Entretanto, 2014 vai marcar o início de uma nova era no esporte. Nós já sentíamos que essa era o momento correto de simultaneamente começar uma nova era no comando da equipe para garantir que a organização vai estar em uma posição mais forte competitivamente nos próximos anos”, avaliou.

O britânico, por fim, fez um balanço positivo do tempo que passou trabalhando em Brackley e disse que a escuderia, mesmo na época em que se chamava Brawn, proporcionou alguns dos momentos mais emocionantes que teve no esporte.

“Nós podemos ficar orgulhosos não apenas com nossas conquistas na pista, mas também na organização que construímos em Brackley. Ao longo dos últimos seis anos, esta equipe proporcionou alguns dos momentos mais memoráveis da minha carreira. Nosso segundo lugar nos Construtores neste ano é uma importante marca no caminho para o sucesso. Estou confiante que o futuro destina muito sucesso para a equipe e vou ficar realmente orgulhoso de ter feito a minha parte nessas conquistas”, completou.
A escuderia terminou com o vice-campeonato neste ano (Foto: Beto Issa/GP Brasil F1)

Presidente não-executivo da escuderia, Niki Lauda disse ter feito de tudo para segurar Brawn, mas não conseguiu fazê-lo mudar de ideia. “Nós tivemos uma longa discussão sobre como ele poderia continuar na equipe, mas é um fato que não se pode segurar alguém que já escolheu ir embora. Ross decidiu que esse é o momento certo de passar o poder para Toto e Paddy, e nós respeitamos sua decisão”, afirmou.

Já o presidente do conselho da Daimler, Dieter Zetsche, agradeceu ao inglês pelo trabalho feito no comando da equipe. “Eu quero pessoalmente agradecer a Ross pela autoridade calma com a qual liderou nossa equipe de fábrica desde 2010, pela crucial contribuição no desenvolvimento do time e também pela importância que terá no nosso sucesso. Foi um prazer trabalhar com ele durante os últimos quatro anos, e estendo meus desejos de boa sorte para ele no futuro”, encerrou.