F1

Brawn avalia que “única pequena imperfeição” da Mercedes em 2018 foi desempenho de Bottas

A Mercedes ficou bem próxima de ter uma temporada perfeita em 2018. Aos olhos de Ross Brawn, diretor-esportivo da F1, a única imperfeição da equipe foi o desempenho de Valtteri Bottas, que contou com a má sorte
Warm Up / Redação GP, de São Paulo
 Valtteri Bottas (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)
É possível dizer que a Mercedes fez uma temporada quase perfeita em 2018. O quase fica por conta do desempenho abaixo do esperado de Valtteri Bottas, como apontou Ross Brawn, diretor-esportivo da F1.
 
O campeonato deste ano foi bastante positivo para a equipe das flechas prateadas. Afinal, conquistou mais um Mundial de Construtores e mais um Mundial de Pilotos, o quinto consecutivo para a esquadra.
 
Mas enquanto Lewis Hamilton conquistou seu quinto título mundial com duas etapas de antecedência e fechou o ano em Abu Dhabi com sua 11ª vitória da temporada, o #77 não subiu uma vez sequer no degrau mais alto do pódio.
Ross Brawn (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)
“A única pequena imperfeição, se houve alguma em uma temporada assim, foi o desempenho de Valtteri Bottas, que teve uma temporada muito complicada, com muita falta de sorte”, apontou Brawn.
 
“Ele teve algumas oportunidades de ganhar, mas ou por causa da falta de sorte, como em Baku, ou por conta das decisões ocasionais da equipe para maximizar o resultado para benefício do campeonato, ele não conseguiu. Parecia estar sem sorte no final da temporada”, continuou.

Ainda, Brawn afirmou que o maior desafio para a Mercedes em 2019 vai ser evitar a complacência. “Quando se vence tanto e por tanto tempo, é muito fácil cair na armadilha da complacência. É quase inevitável”, apontou.
 
“Mas isso pode ser evitado apenas aumentando o nível. A Ferrari na era Schumacher venceu mais de cinco títulos consecutivos e tive a honra de ser o diretor-técnico da equipe quando conquistaram o sexto. Eu me lembro que a cada ano estávamos conscientes de que deveríamos começar do zero no seguinte, que só porque estivemos fortes antes, não significava que automaticamente estávamos em vantagem”, continuou.
 
“Na F1, você nunca pode parar. É isso o que a equipe chefiada por Toto Wolff foi capaz de fazer – evitar o pânico quando percebeu que não era o suficiente ser perfeita para bater a Ferrari, mas mais esforço seria necessário”, encerrou.