Brawn diz que Hamilton não é 1° piloto e se defende por jogo de equipe: "Preciso tomar as decisões"

Ross Brawn voltou a minimizar as ordens de equipe da Mercedes na Malásia e disse que Lewis Hamilton não é o piloto número um do time. Brawn ainda se defendeu sobre a escolha que fez em Sepang e afirmou: “Alguém precisa tomar decisões”

Ross Brawn insistiu em dizer que não há um piloto número um na Mercedes. A declaração vem na esteira da polêmica decisão do chefe da equipe alemã no GP da Malásia, disputado há semanas, quando pediu a Nico Rosberg para não atacar Lewis Hamilton no fim da corrida. Como resultado da decisão, o inglês terminou a prova em Sepang em terceiro, logo à frente do colega de equipe. Apesar da controvérsia, Brawn afirmou que Hamilton nunca solicitou qualquer favorecimento dentro do time.

"Obviamente, Lewis deseja competir, mas durante toda a negociação que tivemos com ele, nunca se teve uma discussão sequer sobre quem seria o número um ou número dois", afirmou o dirigente em entrevista ao canal inglês 'Sky Sports'. "Tudo o que ele quer é igualdade de condições", completou Ross.

Ross Brawn se defende por ordem de equipe na Malásia (Foto: Mercedes)

"Ele deseja ter o mesmo equipamento que o companheiro de equipe, as mesmas oportunidades, e é ótimo ver que ele confia nisso e não quer nenhum tipo de favorecimento. Ele só quer igualdade e, por isso, acho que ele estranhou um pouco essa situação", acrescentou.

O inglês de 58 anos admitiu ainda que não gosta de tomar esse tipo de decisão, mas afirmou que precisava fazer algo porque os dois carros sofriam com problemas de combustível, algo que, às vezes, não é evidente para o público. "Não gosto de tomar esse tipo de decisão, mas, a partir da perspectiva técnica, nós seríamos tolos de deixar os dois carros disputarem posições com tão pouco combustível", explicou.

"Acho que o que não ficou claro no momento é que tínhamos uma situação com relação ao combustível com ambos os carros. Mas não estávamos seguros sobre um dos carros e pude ver um cenário de disputa entre os ambos, de maneira muito forte, e é difícil administrar o combustível nestas condições quando se está brigando intensamente o com companheiro de equipe", continuou.

Brawn novamente reafirmou o desgosto pelas ordens de equipe. "Realmente, não gosto de dar as ordens que dei na Malásia, não é da minha natureza desportiva e a equipe já demonstrou diversas vezes estar contente em deixar os dois pilotos disputarem posições na pista. E sempre temos feito dessa forma", disse, admitindo que os chefes da Mercedes não apreciaram a manobra em Sepang, mas ressaltou que era algo que precisava ser feito.

"Eu tive de tomar uma decisão a partir do pit-wall sobre o que estava acontecendo. Agora Niki (Lauda) ou Toto (Wolff) podem não concordar, mas eu tinha as informações, tinha os fatos. E tive de reunir todas as informações para tomar essa decisão, eles não e acho que os dois reconheceram após a corrida que foi uma decisão correta", ressaltou.

"Tenho total permissão para tomar decisões que julgo necessárias e não tenho problema em justificá-las. No dia em tomar uma decisão errada, serei o primeiro a levantar a mão. Alguém sempre precisa tomar as decisões. Não há tempo para esperar um grupo ou uma comissão decidir", completou.

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