Brawn vê chance de FIA liberar GPs com menos de 12 carros “em situação inusitada”

A FIA determina que corridas da F1 precisam de 12 carros para serem oficiais, mas tal regra pode ser mais flexível do que se imagina. Ross Brawn, diretor-esportivo da categoria, vê chances de correr com menos durante crise do coronavírus

Um dos pontos decisivos no processo de cancelamento do GP da Austrália de Fórmula 1, afetado pela pandemia do coronavírus, foi a necessidade de formar um grid de ao menos 12 carros para ter uma corrida válida aos olhos da Federação Internacional de Automobilismo (FIA). Só que essa é uma medida que talvez não seja nem tão levada ao pé da letra assim: de acordo com Ross Brawn, diretor-esportivo da F1, é possível que etapas com grids ainda mais curtos sejam liberadas.
 
De acordo com Brawn, a FIA se reserva o direito de julgar se libera ou não uma corrida com menos de 12 carros. A crise do coronavírus, que se tornou um obstáculo para o paddock da F1, arrisca criar situações em que menos de seis equipes estejam liberadas para competir – por mais que o próprio Brawn já tenha definido como “injusto” um GP sem grid completo.
 
“Nós precisamos de 12 carros ou mais para realizar uma corrida válida para o campeonato. Só que, na verdade, isso é um critério da FIA”, disse Brawn, entrevistado pela TV britânica ‘Sky Sports’. “Eles poderiam decidir, em situações inusitadas, liberar menos carros do que isso, mas 12 carros é o que está escrito”, destacou.
Ross Brawn ainda quer grids cheios, mas acha possível correr com menos de 12 carros (Foto: Reprodução/Twitter)
Não faltou muito para a F1 correr sem grid completo na Austrália. A McLaren teve o primeiro caso confirmado de coronavírus no paddock e abdicou da prova de imediato. Nas horas seguintes, as escuderias deliberaram sobre a possível sequência do fim de semana. As nove equipes restantes ficaram divididas, mas uma mudança de postura da Mercedes, agora pró-cancelamento, acabou com as chances de disputa no Albert Park.
 
Sem GP da Austrália e sem as três provas subsequentes – Bahrein, Vietnã e China –, é possível que a temporada da F1 se inicie apenas no fim de maio. A F1 tenta realizar 18 corridas em 2020, mas teria apenas seis meses para tal.
 
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