Button admite dificuldade com pneus e elege Mônaco e Canadá como suas piores provas em 2012

Jenson Button admitiu que não tem uma boa relação com os pneus Pirelli da temporada de 2012 da F1. Com desempenho irregular, britânico elegeu Canadá e Mônaco como suas piores provas no ano

Jenson Button não viveu bons momentos na primeira metade da temporada de 2012 da F1. Com desempenho bastante irregular entre as etapas do Bahrein e da Inglaterra, o britânico soma 76 pontos, contra os 164 de Fernando Alonso, o líder do Mundial. Antes das férias, no entanto, o companheiro de Lewis Hamilton conseguiu se encontrar e apresentou uma performance mais convincente na Alemanha e na Hungria.

Ciente dos problemas enfrentados, Button afirmou que a McLaren testou muitas atualizações no carro neste período e concordou que nenhuma delas funcionou como deveria.
 

Button afirmou que precisou mudar estilo de pilotagem para se ajustar aos pneus Pirelli (Foto: McLaren)


“Em Valência e no GP da Inglaterra eu estava confiante no carro e senti que estava fazendo um bom trabalho, nós só não tínhamos o ritmo como um time”, lamentou. “Antes disso, nós estávamos tentando coisas novas no carro e elas, definitivamente, não funcionaram, e eu não fiquei feliz com o balanceamento.”

Na avaliação de Button, Mônaco e Valência foram suas piores provas da temporada, mas ele acredita que o time de Woking tenha conseguido resolver os problemas.

“As piores corridas para mim foram Mônaco e Canadá. Isso foi difícil, mas quando você está correndo há tanto tempo quanto eu, você sabe que existem razões para você não estar no ritmo e eu acho que nós resolvemos muitos destes problemas”, opinou. “Muito disso foi voltar para o que sabíamos um pouco mais e para Valência eu estava muito mais feliz com o carro – nós só não conseguimos o resultado que queríamos e nada foi do jeito que planejamos”, comentou.

O britânico também reconheceu que não tem uma boa relação com os pneus desenvolvidos pela Pirelli para a temporada de 2012. “Acho [os pneus] um pouco difíceis de entender, por isso que tentamos algumas coisas este ano no Canadá e em Mônaco e em lugares do tipo, porque senti que precisava encontrar um caminho com os pneus e o que tentamos, definitivamente, não funcionou.”

“Então voltamos para o que tínhamos no começo do ano em Valência e foi aí que começamos a ser mais competitivos na minha relação com o time, não comparado com a Ferrari, a Mercedes e a Red Bull, mas comparado ao Lewis”, defendeu. “A maior parte do problema deste ano foi dentro e fora da faixa onde eles trabalham, e isso é difícil.”

“Você tenta guiar de maneira suave para cuidar deles e eles acabam se desgastando mais do que se fosse agressivo com os pneus”, ponderou. “É muito difícil, especialmente para mim, porque meu estilo de pilotagem inicialmente não combina com os pneus – eu tive de me adaptar um pouco.”

“O carro, se você atingir a temperatura dos pneus e eles estiverem funcionando, é bom em qualquer condição – o problema é se você não chega na temperatura. Aí não funciona, o que é compreensível”, encerrou.

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