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F1

Button diz que pilotos “deveriam” abrir mão de salário, mas vê assunto “complexo”

Pilotos da F1 deveriam abrir mão de parte do salário durante pandemia, entende o campeão Jenson Button. A abordagem, vista no futebol, ainda não aconteceu nas pistas. Lewis Hamilton e Sebastian Vettel recebem mais de 200 milhões de reais por ano

Grande Prêmio / Redação GP, de Berlim
O mundo do futebol não tardou em aplicar cortes no salário dos jogadores durante a pandemia do coronavírus, que tanto afeta a finança dos clubes. Na Fórmula 1, a história é outra: ainda não surgiu nenhum piloto disposto a receber menos enquanto o campeonato fica inativo. O ex-F1 Jenson Button entende que esse é o caminho a ser seguido, mas fazendo ressalva de que o assunto é “complexo”.
 
“Isso é complicado”, disse Button, falando à emissora Sky Sports. “Temos seis ou sete pilotos que estão ganhando muito, muito, muito dinheiro. O resto do grid não está e alguns precisam trazer patrocinadores para receber um salário. Só que alguns ganham uma quantidade extrema de dinheiro. Isso está crescendo desde a época em que eu ainda estava na F1, nos últimos quatro ou cinco anos. É muito dinheiro, mas sempre é difícil”, seguiu.
Corte voluntário de salários: a medida cresce no futebol, mas não na F1 (Foto: AFP)
“Eles [equipes] oferecem esse contrato com essa quantia de dinheiro, mas você rejeita e aceito menos em favor da equipe. Isso deveria acontecer, mas os pilotos têm um jeito muito diferente de pensar. Talvez isso tenha que entrar no teto orçamentário. Você escolhe quanto vai pagar ao piloto, mas perdendo em termos de desenvolvimento [do carro]. É um assunto difícil”, destacou.
 
Lewis Hamilton é o piloto com salário mais alto no grid atual da F1, com valor estimado em 48 milhões de euros (273 milhões de reais) anuais. Sebastian Vettel, com 42 milhões de euros (238 milhões de reais) por ano, e Daniel Ricciardo, com 18 milhões de euros (102 milhões de reais) anuais, completam o pódio.
 
No futebol, o mais novo caso de corte salarial durante a pandemia é o Barcelona. Os jogadores da equipe espanhola toparam reduzir valores em 70%. Atlético de Madrid, Bayern de Munique, Borussia Dortmund e Juventus são alguns outros gigantes do futebol europeu com medidas semelhantes.
 

 
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