F1

Carey revela que Liberty Media mudou gestão porque “F1 não cresceu o bastante nos últimos cinco anos”

Novo chefão da F1, Chase Carey revelou a razão pela qual o Liberty Media conduziu uma mudança na chefia do Mundial: o esporte não cresceu o bastante nos últimos quatro ou cinco anos e não usou todo o seu potencial. Carey assumiu o cargo de diretor-executivo, substituindo Bernie Ecclestone

Warm Up / Redação GP, de Leipzig
 

A F1 precisava de uma mudança de administração porque não apresentou um crescimento suficiente nos últimos cinco anos. A frase é de Chase Carey, novo chefão do Mundial e homem indicado pelo Liberty Media para conduzir a maior das categorias a uma nova era. O gigante grupo norte-americano concluiu a compra do principal campeonato do automobilismo e já promoveu uma drástica mudança no comando, ao tirar Bernie Ecclestone do cargo de diretor-executivo.

Carey assumiu o papel do inglês e ainda chamou Ross Brawn para liderar o lado esportivo e Sean Bratches, ex-ESPN, para chefiar a parte comercial. “Enquanto olhávamos para o negócio, achamos que, particularmente, a F1 não acresceu nos últimos quatro ou cinco anos. O esporte não cresceu, não usou o seu potencial completo”, afirmou Carey em entrevista na manhã desta terça-feira (24) à emissora britânica Sky News.

“Por isso, é que precisamos colocar em prática uma nova organização, para ser capaz de gerar um crescimento do esporte no mundo e crescer da forma que precisa crescer. Em alguns aspectos, teremos também de trabalhar com parceiros nossos para nos certificar do que é possível fazer para crescer e também para melhorar a relação com os fãs.”
Helmut Marko conversa com o novo presidente da F1, Chase Carey no grid do GP do México (Foto: Red Bull Content Pool)

“E acho que Sean e Ross vão ter papéis criticamente importantes no desenvolvimento do esporte em geral. Ross traz décadas de experiência de sucesso. E é o que queremos, tornar o esporte o mais emocionante possível para os fãs”, reiterou.

O dirigente norte-americano também está convencido de que a nova gestão vai fazer a diferença para a F1 e de forma rápida. “Há muitas coisas que podemos fazer. É um esporte grande. Os pilotos são astros, tem carros que combinam potência e tecnologia de uma forma que realmente surpreende as pessoas, além de uma marca que tem fãs ao redor do mundo.”

“É um esporte com infinitas ferramentas, mas precisamos continuar a melhorá-lo. E Ross entende como ninguém como o esporte funciona. Estou realmente animado com o futuro. Há muito o que queremos fazer e estamos ansiosos”, encerrou.
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