Sainz afirma que chega à Ferrari sem ter prazo de validade: “Venho para abrir um ciclo”

Anunciado em maio pela Ferrari como substituto de Sebastian Vettel pelas próximas duas temporadas, Carlos Sainz deixa claro que não quer somente cumprir o contrato firmado com Maranello. Depois de fazer sua primeira visita à equipe italiana e se emocionar ao vestir o macacão vermelho, o madrilenho disse que vai trabalhar para construir um legado

Depois de defender a McLaren com muito êxito nos dois últimos anos, Carlos Sainz inaugurou uma nova fase como piloto de Fórmula 1 no último fim de semana. Nascido em Madri, o espanhol de 26 anos visitou as instalações da Ferrari em Maranello como apresentação visando o início dos trabalhos a partir de 2021. Sainz assinou contrato válido por duas temporadas, mas deixa claro que não pensa em ficar só até o fim de 2022. Carlos quer construir um legado e pretende seguir por muito mais tempo na mais tradicional e longeva equipe do grid do Mundial.

“Venho para a Ferrari sem prazo de validade, para tentar fazer o melhor possível e abrir um ciclo. Gosto demais da aventura. Na F1, prever o que vai acontecer em dois anos é fisicamente impossível. O melhor é falar na pista, como sempre”, disse o piloto em entrevista coletiva concedida nesta segunda-feira (21) na capital espanhola.

Sainz chega a Maranello com o sorrido de quem está realizando um objetivo de vida. Contudo, ao mesmo tempo, Carlos também tem a ciência de que a missão de triunfar pela Ferrari não será nada fácil.

Sainz teve seu primeiro momento como piloto da Ferrari neste fim de semana (Foto: Ferrari)

Conheça o canal do Grande Prêmio no YouTube! Clique aqui.
Siga o Grande Prêmio no Twitter e no Instagram!

“As palavras Ferrari e vencer são muito unidas. Meu sonho sempre foi vencer algum dia com a Ferrari, o que não exclui o fato de que vai ser muito complicado. Falta um longo caminho pela frente e muitas melhorias a fazer com a equipe para ficar em posição de poder vencer, mas o que vamos é tentar fazê-lo desde já”, salientou.

Sobre a visita no último fim de semana à sede da Ferrari, Sainz revelou alguns bastidores curiosos.

“O que fiz na sexta-feira foi conhecer as pessoas e me apresentar na fábrica, mas ainda não pude me envolver nos detalhes por vários motivos. No inverno, vou me inteirar dos detalhes, investigar e tentar buscar uma forma para reverter a situação o quanto antes e avançar. Em meados da temporada, a Ferrari conseguiu mudar a tendência para terminar melhor o ano, e espero que assim continue”, disse.

“Você veste esse macacão vermelho feito sob medida e pergunta a si mesmo se é verdade”, disse, quase incrédulo, Sainz. “Não levei o capacete e tive de usar o de Marc Gené, que me emprestou de forma muito gentil. Foi um momento muito especial e, quando vi as fotos, fiquei muito impressionado. Tenho certeza de que nunca vou me esquecer”, comentou.

Ainda que entenda que a mudança para a Ferrari represente um novo patamar na sua trajetória, Sainz deixa claro que, na sua essência, nada muda. “O objetivo é continuar sendo o mesmo. Isso é a chave porque é parte do meu progresso na Fórmula 1 e não tem nada que me assuste para poder seguir sendo o mesmo. Não acho que tenha de mudar sua personalidade ao fazer parte da Ferrari”.

Dentre os pontos abordados por Sainz, há uma preocupação sobre o tempo de pista que vai ter com a Ferrari antes do início da temporada, em março, com o GP da Austrália. Os testes de inverno, que ainda não tiveram suas respectivas datas ainda oficializadas, vão ter somente três dias.

“Vai afetar negativamente minha preparação. É a F1, estamos acostumados a fazer pelo menos três ou quatro dias completos de teste. Neste ano, tenho um carro novo e só vou ter um dia e meio, no melhor dos casos. Nós, pilotos que mudamos de equipe, vamos sentir nas primeiras corridas. É praticamente impossível chegar 100% preparado para a primeira corrida”, observou.

GOSTA DO CONTEÚDO DO GRANDE PRÊMIO?

Você que acompanha nosso trabalho sabe que temos uma equipe grande que produz conteúdo diário e pensa em inovações constantemente. Mesmo durante os tempos de pandemia, nossa preocupação era levar a você atrações novas. Foi assim que criamos uma série de programas em vídeo, ao vivo e inéditos, para se juntar a notícias em primeira-mão, reportagens especiais, seções exclusivas, análises e comentários de especialistas.

Nosso jornalismo sempre foi independente. E precisamos do seu apoio para seguirmos em frente e oferecer o que temos de melhor: nossa credibilidade e qualidade. Seja qual o valor, tenha certeza: é muito importante. Nós retribuímos com benefícios e experiências exclusivas.

Assim, faça parte do GP: você pode apoiar sendo assinante ou tornar-se membro da GPTV, nosso canal no YouTube