Sainz ressalta perigo de “balançar” em alta velocidade: “Vamos passar dos 300 km/h”

Carlos Sainz disse estar "irritado" com galope dos carros da F1 e preocupado com altas velocidades, argumento imediatamente sustentado por Valtteri Bottas, Lando Norris e Pierre Gasly

COMO FOI O SEGUNDO DIA DA PRÉ-TEMPORADA DA FÓRMULA 1 2022 EM BARCELONA | Briefing

A Fórmula 1 passou a lidar com um novo termo nos últimos dias, após os testes de pré-temporada em Barcelona mostrarem um movimento diferente dos carros na pista. Conhecido em inglês como “purpoising”, se refere ao balanço dos carros nos eixos dianteiro e traseiro, algo parecido ao movimento de um golfinho ao nadar. As alterações drásticas na aerodinâmica de um ano para o outro causaram o surgimento do fenômeno, para o qual ainda não foi encontrada solução nas equipes do grid.

Nesta sexta-feira (25), último dia de testes em território catalão, os pilotos falaram sobre a dificuldade de dominar o movimento dos carros, que ficam parecendo uma gangorra enquanto sofrem com o efeito. As equipes continuam buscando soluções, mas Carlos Sainz, da Ferrari, disse que será necessário fazer mais voltas para coletar dados, e assim conseguir chegar em uma resposta.

“É muito cedo para tirar conclusões, ninguém tem uma ideia certa do nível de combustível [uns dos outros], então não podemos dizer muito”, admitiu. “O carro é muito diferente do ano passado e me divirto muito pilotando. Como pilotos, nos adaptamos rapidamente”, ressaltou Sainz.

Pierre Gasly também se incomodou com galope dos carros da F1 (Foto: AFP)

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“Se você pensar que vamos passar dos 300 km/h, balançar para cima e para baixo é maluco e também irritante. Para resolver isso precisamos acumular voltas, e em dois dias é difícil. Esperamos que no Bahrein a situação melhore”, salientou.

Valtteri Bottas, que participa de suas primeiras atividades oficiais como piloto da Alfa Romeo, seguiu a linha de Sainz. O finlandês admitiu que os times ainda não conseguiram encontrar uma solução para o fenômeno e destacou a dificuldade proposta pelo movimento no momento de frear o carro.

“O quique? É traiçoeiro, porque você de repente perde carga e até a frenagem é atrapalhada”, descreveu. “Acho que é relativamente novo para todo mundo e as equipes ainda estão aprendendo a gerenciar isso”, prosseguiu.

Carro da Ferrari quica várias vezes no meio da reta de Barcelona (Vídeo: F1)

Líder da tabela de tempos no primeiro dia de pré-temporada, Lando Norris repetiu o que foi dito por Bottas e reclamou principalmente do incômodo gerado pelo quique no ato de fazer as curvas. “Esse galope irrita bastante quando estamos procurando pelo ponto de frenagem”, contou.

Por fim, Pierre Gasly ressaltou a surpresa das equipes com o movimento, que não era esperado no paddock — de acordo com o francês. Para o #10 da AlphaTauri, o “movimento do golfinho” pode atrapalhar os pilotos até mesmo em condições adversas, o que pode gerar uma situação extremamente perigosa.

“O quique certamente não é agradável, e não esperávamos por isso. Sabemos que isso pode nos causar problemas nas corridas, mesmo em situações de pista molhada”, declarou.

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