Sainz traça objetivo para bater de frente com Verstappen na F1 2023: “Ter ano perfeito”

O espanhol teve dificuldades com o carro em 2022 e reconhece que há trabalho a fazer tanto no bólido, quanto em seu desempenho como piloto

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O ano de 2022 foi desafiador para Carlos Sainz, sem dúvida. O espanhol sentiu dificuldade para obter o mesmo ritmo de seu companheiro, Charles Leclerc, e terminou 62 pontos atrás do monegasco. O piloto da Ferrari sofreu com a falta de confiabilidade da F1-75 e apontou isso como um fator importante no seu desempenho ao longo da temporada.

“Sim, foi um [ano] desafiador, como vocês viram de fora. Houve um primeiro terço desafiador da temporada, onde lutei um pouco com o equilíbrio do carro, com o estilo de pilotagem, um carro que por algum motivo não combinava comigo logo de cara, e tive que lutar bastante. E nos outros dois terços, fiquei muito mais feliz com o carro. Estive muito mais no ritmo, mas, infelizmente, muitos abandonos, muitos problemas de confiabilidade ao longo do caminho”, disse.

“Além disso, parece que a Mercedes e a Red Bull tiveram uma segunda metade melhor da temporada. E isso significa que, embora eu esteja em alta velocidade com um carro e esteja pilotando bem, e tenha tido um fim de semana sólido, por exemplo, no México, o máximo que consegui foi um quinto lugar”, analisou.

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Sainz terminou 2022 atrás de seu companheiro de equipe, Charles Leclerc. (Foto: Ferrari)

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Vale destacar também que o desempenho de Sainz na última temporada foi inferior a 2021, quando terminou em quinto, à frente de Leclerc, em sétimo. O espanhol se mostrou insatisfeito com o resultado e determinado a retomar a consistência de dois anos atrás.

“Então, fiquei um pouco infeliz a esse respeito. Mas eu aprendi muito. Estou orgulhoso do progresso que fiz dentro do carro, com meus engenheiros, da maneira como conseguimos mudar meu ritmo. E sim, vou garantir que em 2023 voltarei a ser o consistente Carlos de 2021, com bons resultados”, comentou.

Já em relação à temporada que começa em 5 de março, no Bahrein, Sainz foi perguntado se a Ferrari vai conseguir ser competitiva e oferecer perigo para a Red Bull, que dominou o ano anterior e conquistou o Mundial de Pilotos, com Max Verstappen, e o de Construtores — que não vinha desde 2013. O espanhol avaliou e reconheceu que a escuderia italiana precisa melhorar o carro, e algo semelhante deve acontecer com seu desempenho para que, juntos, piloto e equipe possam alcançar seus respectivos objetivos.

“Claramente [no ano passado] não foi [possível], porque estou muito longe de [Max Verstappen] no campeonato. E a maneira como ele se comportou aliado à Red Bull, permitiu que tivessem o pacote, carro e piloto mais rápidos”, analisou.

“Sinto que com um ano perfeito deve ser possível, mas precisaremos ser perfeitos no próximo ano e precisaremos melhorar o carro. Vou precisar melhorar, principalmente na primeira metade da temporada e nas corridas. Então, esse é o objetivo e você precisa colocar metas altas para si mesmo e para a equipe assim. Você pode tentar realizá-los. E então vamos ver o que a vida traz [este] ano”, finalizou.

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