Leclerc projeta luta com Gasly na Holanda. Sainz põe 5º no grid na “conta dos mecânicos”

Charles Leclerc lamentou não ter conquistado o 4º no grid da Holanda. Já Carlos Sainz comemorou a quinta posição depois de ter batido no treino livre 3

O acidente de Sainz no treino livre 3 da Holanda (Vídeo: F1)

Em um misto de emoções vividas na tarde deste sábado (4), a Ferrari deixou a classificação para o GP da Holanda com Charles Leclerc e Carlos Sainz, em quinto e sexto no grid, respectivamente. Apesar de o monegasco ter a sensação de que seria possível alcançar mais, Sainz, por outro lado, se mostrou bastante grato pelo que conseguiu fazer nesta tarde depois do acidente forte no fim do treino livre 3. O espanhol creditou o lugar que conquistou, na terceira fila do grid, ao trabalho incessante dos mecânicos da escuderia de Maranello, que sequer fizeram horário de almoço para trabalhar nos reparos no bólido para que Carlos pudesse fazer a classificação.

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Leclerc, que liderou a sexta-feira de treinos livres e chegou a frequentar as primeiras posições ao longo da sessão, lamentou não ter conseguido o quarto lugar na classificação, que foi ocupado por Pierre Gasly, mas projetou partir para cima do piloto da AlphaTauri desde a largada da prova.

“Espero que consiga ultrapassar Pierre [Gasly] na largada. Há muito trabalho para permanecer consistente e entender o carro”, afirmou o monegasco.

“Estou muito feliz com minha volta, pra ser sincero. A única coisa que não me deixou feliz foi que pedi para darem mais asa dianteira na última tentativa de volta rápida. Perdi um pouco a traseira do carro, e isso nos custou o quarto lugar. Mas é a vida. Amanhã vamos largar em quinto posição. Há muitas trajetórias disponíveis na curva três para a primeira volta”, disse Leclerc.

FÓRMULA 1; CARLOS SAINZ; GP DA HOLANDA; BATIDA;
A pancada forte de Carlos Sainz na curva 3 do circuito de Zandvoort (Foto: Fórmula 1/Twitter)

Já Sainz utilizou o momento pós-classificação para agradecer o trabalho que os mecânicos fizeram no carro, dando condições para o espanhol completar a sessão. “Primeiramente, a recuperação do carro está totalmente na conta dos mecânicos. Eles fizeram um trabalho incrível para consertar tudo e me deixar sair”, agradeceu o espanhol.

“Sempre falamos que pilotos da Fórmula 1 são incríveis, mas os mecânicos da categoria são maravilhosos, especialmente os caras que fizeram essa maravilha hoje”, comentou Sainz.

Por fim, o piloto de 27 anos revelou que perdeu a confiança após estampar o muro no último treino livre do fim de semana. Entretanto, uma vez que se viu na pista, a confiança em si e no carro começou a retornar gradualmente.

“A partir daí, sinceramente, vivi momentos de alta pressão e tensão no Q1 com as bandeiras vermelhas e com a falta de confiança em mim mesmo e no carro. Mas consegui construir retomá-la aos poucos para encaixar um volta boa no Q3, o que quase me permitiu classificar entre os cinco primeiros”, seguiu.

“Foi complicado porque eu senti que estava sempre um ou dois jogos de pneus atrás, tentando recuperar o atraso, mas no Q3 eu tentei e valeu a pena”, destacou.

“Fiquei em dúvida até o momento em que deixei o pit-lane. Normalmente, nestas situações, sua mente tende a ficar mais negativa, já que você bateu. Isso custa muito para a equipe reparar. Você fica pesso,osta, acha que não vai conseguir. Aí, de repente, os mecânicos fazem o impossível ,e você vai para a pista. É um momento de muita tensão, muita pressão para todos. Você precisa focar novamente para garantir que vai completar a classificação e não vai parar no muro de novo. É algo bem complicado”, finalizou.

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