F1

Charlie Whiting, 1952-2019

Charlie Whiting morreu nesta quinta-feira (13), em Melbourne, vítima de uma embolia pulmonar. Figura bastante presente na Fórmula 1, esteve presente nos títulos de Nelson Piquet em 1981 e 1983, pela Brabham, e tornou-se nome importante na categoria
Grande Prêmio / NATHALIA DE VIVO, de São Paulo / GABRIEL CARVALHO, de Campinas / GABRIEL CURTY, de São Paulo
O mundo do automobilismo foi pego de surpresa com a notícia da morte de Charlie Whiting. Na noite desta quarta-feira (13), o diretor de provas morreu aos 66 anos, em Melbourne, após sofrer uma embolia pulmonar.
 
O inglês sempre foi figura bastante presente no paddock da Fórmula 1 e iniciou sua carreira na categoria em 1977, quando começou a trabalhar com a equipe Hesketh. Nos anos 1980, então, com o desaparecimento do antigo time, se mudou para a Brabham. 
 
Foi na então equipe de Bernie Ecclestone que o inglês verdadeiramente brilhou. Seguindo na esquadra pela década seguinte, ficou mesmo conhecido por tornar-se chefe de mecânico dos títulos de Nelson Piquet em 1981 e 1983. Charlie seguiu no time até a temporada de 1988.
Charlie Whiting foi convocado para a coletiva dos pilotos (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)
Foi aí que o inglês resolveu dar o seu próximo passo na F1. Seu envolvimento direto como parte integral da organização da FIA começou em 1988, quando ingressou na federação assumindo o papel de delegado-técnico da corporação oficial com a bênção de Bernie.
 
Mas foi apenas em 1997 que Whiting começou a atuar como diretor de provas da Fórmula 1, cargo que ocupou até sua morte. Seu papel envolvia diversas funções, como cuidar da segurança da pista e de carros, além de ver questões técnicas e dos procedimentos de finais de semana de corridas, além de inicia-las. 

Era de Charlie o papel de fazer a vistoria de cada um dos circuitos presentes na temporada, a determinação dos procedimentos técnicos das provas e, também, da realização do briefing, a conversa com os pilotos que antecede as corridas, algo que aconteceria normalmente nesta quinta-feira em Melbourne.
 
Charlie também teve papel fundamental na melhora da segurança da Fórmula 1 com o passar dos anos, inclusive se tornando um dos grandes defensores do halo, exercendo um importante papel na implementação do dispositivo.

Como diretor de provas da F1, Whiting também contribuiu em várias mudanças em padrões da categoria, como o novo sistema de largada e procedimentos para treinos, classificações e corridas. Era um dos nomes mais respeitados do paddock.