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Chefe da Alfa Romeo critica e pede “humildade e decência” à F1 durante pandemia

Frédéric Vasseur se mostrou preocupado com o futuro do esporte a motor neste momento sem precedentes diante da pandemia do novo coronavírus. Mas lembra que muitas pessoas estão sofrendo e morrendo e que, por isso, não é o momento de a F1 sequer em pensar em voltar a correr: “Devemos ficar no nosso canto e ser humildes”, disse o francês

Grande Prêmio / Redação GP, de Sumaré
COMO SE PREVENIR DO CORONAVÍRUS:
 
☞ Lave as mãos com água e sabão ou use álcool em gel.
☞ Cubra o nariz e boca ao espirrar ou tossir.
☞ Evite aglomerações se estiver doente.
☞ Mantenha os ambientes bem ventilados.
☞ Não compartilhe objetos pessoais.

Na tarde da última segunda-feira (23), a F1 emitiu um comunicado no qual declara a intenção de iniciar a temporada 2020 no meio de junho — início do verão europeu — com um calendário que compreenderia de 15 a 18 GPs. Contudo, diante de um cenário completamente imprevisível em razão da pandemia do novo coronavírus que avança ao redor do mundo, Frédéric Vasseur, chefe da Alfa Romeo, entende que não é a hora sequer de pensar no retorno da categoria às pistas.
 
“Temos de ficar no nosso canto. As coisas que importam são outras”, bradou o dirigente francês em entrevista à emissora Canal +. Antes, o comandante da equipe ítalo-suíça se mostrou preocupado com o futuro do esporte a motor e disse esperar "tempos difíceis".
Frédéric Vasseur deixou claro que não é hora de a F1 pensar em voltar às pistas (Foto: F1)
“Não somos o centro do mundo. Sem querer ser ruim, mas a F1 não é muito útil para a sociedade. Temos alguma tecnologia que estamos tentando desenvolver, há tempo livre, mas nem sequer somos o centro do mundo”, avisou Vasseur.
 
Com os números do novo coronavírus avançando a cada dia, ficando perto dos 400 mil infectados e mais de 16 mil mortos, segundo a última atualização online feita pela Universidade Johns Hopkins, o francês deixa claro que a F1 é, hoje, a menor das prioridades.
 
“Hoje existem outras preocupações: quando analisamos a extensão dos danos causados pelo coronavírus, os problemas que ele apresenta, levando em conta também a equipe médica e o trabalho árduo que temos de fazer... Acho que devemos ficar no nosso canto e ser humildes”, disse.
 
O dirigente criticou a F1 pela pressa em querer dar uma resposta ao público em geral, patrocinadores e emissoras detentoras dos direitos de transmissão ao estabelecer prazos para iniciar a temporada.
 
“Não quero insistir em voltar a correr o quanto antes. Temos de fazer tudo o que pudermos para voltar, mas às vezes um pouco de humildade não dói. Você tem de conseguir fazer um balanço da situação sobre o que você faz e o que está acontecendo ao seu redor”, comentou Vasseur, que novamente enfatizou a postura que a F1 deve tomar diante de uma situação sem precedentes.
 
“Deveríamos ter pelo menos um mínimo de decência. Quando houver pessoas doentes ou mesmo muito doentes, talvez não seja a hora de andar de carro. Você tem de saber a hora de parar. Vai chegar a hora de voltar ao palco e fazer o espetáculo, estaremos lá. Mas agora você tem de manter alguma decência”, concluiu.

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