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F1

Chefe da AlphaTauri descreve cenário “aterrorizante” na Itália por coronavírus

Acostumado a viver numa cidade alegre e cercada de gente, Franz Tost se mostra chocado com a realidade de Faenza e da Itália como um todo em razão da tragédia imposta pela pandemia do novo coronavírus. “A gente olha a rua pela janela e não há uma alma”, descreveu o austríaco em entrevista à revista alemã ‘Speed Week’

Grande Prêmio / Redação GP, de Sumaré
A pandemia provocada pelo novo coronavírus confronta o mundo diante de uma realidade sem precedentes. E se a doença afeta o planeta de uma maneira geral, na Itália o cenário é ainda mais dramático. Ao todo, o país europeu já contabiliza 41.035 pessoas infectadas pelo Covid-19 e 3.405 mortos, de acordo com os números atualizados. Se há poucas semanas, a nação era uma das mais alegres e visitadas por turistas de todos os cantos, hoje é o mais triste retrato do caos.
 
Franz Tost, chefe da AlphaTauri, vive em Faenza, sede da equipe filial da Red Bull. A cidade é localizada na região da Emilia-Romagna, a segunda com maior número de infectados no país, com 5.214 casos, atrás apenas da Lombardia, com 19.884 testados positivo para coronavírus. Em entrevista à revista alemã ‘Speed Week’, o dirigente austríaco se mostrou chocado com uma imagem jamais antes vista na Itália.
Franz Tost se disse chocado com a tragédia sanitária que devasta a Itália e o mundo (Foto: Peter Fox/Getty Images)
“É insólito”, descreveu. “Dirigi de Roma a Faenza durante duas horas e... só vi 20 carros no caminho. A estrada estava vazia. Aqui tampouco você vê alguém na rua. Temos um toque de recolher e só podemos sair se for para ir ao supermercado, à farmácia, ao médico ou ao trabalho”, explicou.
 
“É aterrorizante. A gente olha a rua pela janela e não há uma alma. Estamos acostumados a muitos turistas, os italianos são pessoas sociáveis”, disse Tost.
 
O chefe da equipe italiana revelou que, ao menos por enquanto, não há casos de funcionários da AlphaTauri infectados. Tost destaca o sucesso na logística para evitar que os profissionais corressem o risco de contrair o novo coronavírus tanto na ida para Barcelona, nos testes de pré-temporada, como também na viagem para a Austrália, que realizaria a prova de abertura do campeonato, mas a corrida foi cancelada horas antes do início do primeiro treino livre.
 
“Todos na equipe estão bem. Felizmente, não estamos infectados. Também tenho de dizer que introduzimos regras muito estritas desde o começo, antes mesmo de viajar para Barcelona. Decidimos que os funcionários que vinham da ‘zona vermelha’, que era Lombardia ou Vêneto, que tinham de ficar em casa e trabalhar de lá. Já não podiam ir para a fábrica”, comentou.
 
“Então cancelamos todas as visitas, tanto de fornecedores como de convidados. Também tínhamos alguns planos para os testes na Espanha no que dizia respeito aos convidados. Cancelamos tudo para podermos nos isolar”, finalizou o dirigente.
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