F1

Chefe da F1 define metas para futuro: campeonato “líder tecnológico” e com “chances para mulheres”

Chase Carey quer que a Fórmula 1 do futuro combine acertos da atualidade com mudanças necessárias. O homem do Liberty Media defende que os carros sigam líderes de tecnologia ao mesmo tempo que o grid se torne aberto “para todos”

Grande Prêmio / Redação GP, de Berlim
A gestão do Liberty Media na Fórmula 1, capitaneada por Chase Carey, tem metas claras para o longo prazo. De acordo com Carey, herdeiro do posto de Bernie Ecclestone no campeonato, vê como importante que a categoria siga investindo em formas de ser tão moderna quanto possível. No aspecto humano, a busca é por um grid “para todos”.
 
Carey prega a postura de mudar a F1, mas sem abrir mão das raízes históricas do campeonato.
 
“A primeira coisa é construir não só nossa liderança tecnológica no automobilismo, mas também alcançar feitos em termos de eficiência e sustentabilidade com nossos carros e os motores híbridos”, comentou Carey, em Genebra para o Salão do Automóvel, em entrevista à revista britânica ‘Autosport’. “Vamos seguir investindo em oportunidades de reduzir emissões de dióxido de carbono e outras iniciativas para ficar na vanguarda em termos de tecnologia de carros”, destacou.
Chase Carey tem planos claros para o futuro da F1 (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)
“A segunda coisa é que queremos insistir que a F1 seja um esporte para todos. Isso significa seguir buscando oportunidades para as mulheres, tanto dentro quanto fora da pista, e seguir com a expansão do esporte em cada parte do mundo. Queremos ser um esporte do qual brote mistério e glamour, mas que ao mesmo tempo seja um convite a todos”, continuou.
 
A busca por um campeonato ainda fiel às raízes significa cautela com mudanças mais drásticas. Dessa forma, o chefão da F1 já descarta propostas anteriormente consideradas, como a realização de corridas mais curtas.
 
“Talvez eu seja americano demais, mas não acho que as corridas são longas”, ponderou. “Todos esportes que eu acompanho nos Estados Unidos são muito mais longo que nossas corridas. Diria que queremos sempre buscar maneiras de melhorar a experiência dos nossos fãs, mas com respeito à história do esporte, ao que tornou o esporte grande. Não vamos usar artimanhas”, encerrou.