Chefe da Ferrari minimiza pódio de Vettel e diz que vê GP da Inglaterra como “copo meio vazio, não meio cheio”

Maurizio Arrivabene, chefe da Ferrari, não se deixou levar pelo pódio de Sebastian Vettel no GP da Inglaterra deste domingo (5), com a ajuda da chuva. Para ele, o que se destaca mais do dia é a derrota em condições normais para a Williams

O GP da Inglaterra deste domingo (5) terminou com a sexta subida de Sebastian Vettel ao pódio pela Ferrari, mas o chefe Maurizio Arrivabene não ficou satisfeito com o desempenho da equipe no dia. Fez questão de lembrar que se não fosse pela chuva misturando as coisas, dificilmente a Ferrari conseguiria se aproximar do pódio.
 
Por todo o final de semana, a equipe rossa esteve atrás da Williams, além da Mercedes, em Silverstone. Na corrida, nada diferente. E em nenhum momento Vettel ameaçou Felipe Massa ou Valtteri Bottas antes da água. Para Arrivabene, a prova tem que ser olhada de maneira pessimista. 
 
"O copo é meio vazio, não meio cheio. Estamos fazendo um grande trabalho em termos de estratégia – a chuva nos ajudou. Mas se a pista ficasse seca, o resultado teria sido totalmente diferente. Então, se queremos ser sérios, temos de começar a trabalhar nos problemas que nós temos", disse.
A Ferrari de Kimi foi superada pela Williams em Silverstone (Foto: Beto Issa)
"Temos que discutir em casa. Estávamos bem lentos nas retas sem ganhos nas curvas de alta velocidade", seguiu.
 
Parte do problema da equipe no dia acabou sendo novamente Kimi Räikkönen, que arriscou contando com a chuva e acabou errando. O água demorou algumas voltas e obrigou Kimi a fazer uma parada nos boxes a mais. Räikkönen não ficou se martirizando, pois tentava um caminho diferente para vencer as dificuldades de potência na Inglaterra.
 
"Éramos mais rápidos que Hülkenberg no primeiro momento, mas eu não conseguia passar. Não estávamos rápidos o bastante nas retas, quando você realmente tem chances de passar. O carro estava bom. Melhor que ontem, tudo OK, mas o tempo não estava ali", justificou.
 
"Não sei qual a razão, mas a qualidade era boa. Então veio a chuva e escolhemos fazer algo, mas era cedo. Achei que fosse continuar chovendo, mas foi quatro voltas muito cedo. Foi a escolha errada, mas nós tentamos", encerrou.
 
A F1 volta em três semanas, 25 de julho, com o GP da Hungria.

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