Chefe da Haas livra Magnussen de culpa por infração de combustível nos EUA: “Nós assumimos um risco”

Kevin Magnussen seguiu ordens da Haas em uma estratégia que resultou em desclassificação nos Estados Unidos. Para ameaçar Esteban Ocon, o dinamarquês usou mais combustível do que o regulamento permite, em uma estratégia de “risco alto”

Kevin Magnussen cruzou a linha de chegada em nono no GP dos Estados Unidos, o que não adiantou muito. Pouco após a corrida, o dinamarquês foi desclassificado por usar mais combustível do que o permitido por regulamento. Foi uma derrota para a Haas, mas com um porém: o chefe Guenther Steiner reconhece que a equipe foi agressiva demais ao lidar com o consumo ao longo da prova.
 
“Nós usamos muito combustível, para dizer o óbvio. Nós apenas assumimos um risco muito alto, nós atacamos o tempo inteiro”, disse Steiner, em entrevista acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO. “Tentamos atacar Ocon, e isso não funcionou. Foi um risco e foi nossa culpa”, continuou.
 
Curiosamente, o ataque a Ocon pelo oitavo lugar não teria qualquer utilidade. O francês também foi desclassificado, mas por exceder o limite de fluxo de combustível ainda na primeira volta. Magnussen, portanto, seria capaz de alcançar o oitavo lugar apenas se defendendo de Sergio Pérez, que vinha logo atrás. Ainda assim, Steiner defende que certas situações exigem uma postura mais ousada.
Kevin Magnussen não manteve o nono lugar em Austin (Foto: Beto Issa)

“Há muitas coisas que aconteceram em um período de tempo muito curto, e você sempre pensa na melhor estratégia. Eu não estou tentando encontrar uma desculpa, corremos o risco, e é isso. Mas há um ponto em que você precisa atacar, você não pode simplesmente ficar para trás e ver o que está acontece, nós fizemos e perdemos, e nós assumimos a responsabilidade e vamos em frente e tentamos fazer melhor aqui, não nos arrependemos do que fizemos. Ele [Magnussen] fez o que tinha que fazer”, encerrou, tirando a culpa do dinamarquês.

 
A desclassificação de Magnussen, aliada ao abandono de Romain Grosjean, significa que a Haas terminou a corrida de casa sem pontos. O resultado teve consequências das mais negativas no Mundial de Construtores, já que a Renault conseguiu sexto e sétimo lugares, abrindo vantagem significativa sobre a equipe americana na pontuação.
GRANDE PRÊMIO cobre ‘in loco’ o GP do México de F1 neste fim de semana com a repórter Evelyn Guimarães.
 
E o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 acontece este ano nos dias 9, 10 e 11 de novembro, no autódromo de Interlagos. Os ingressos para a corrida estão disponíveis no único site oficial do evento: www.gpbrasil.com.br.

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