F1

Chefe da Honda contradiz Alonso e afirma que não encontrou problemas no motor durante GP da Bélgica

Logo após a prova em Spa-Francorchamps, Yusuke Hasegawa disse que a Honda não encontrou problemas no motor do carro de Fernando Alonso: “Embora não houvesse nada nos dados, decidimos recolher o carro por precaução”. O bicampeão alegou que uma perda repentina de potência o levou a abandonar a corrida na volta 25

Warm Up / Redação GP, de Sumaré

Fernando Alonso culpou uma “perda de potência de forma repentina” do motor Honda como justificativa para abandonar o GP da Bélgica, no último domingo (27). O bicampeão do mundo foi um dos protagonistas do fim de semana muito pelas críticas pesadas contra a unidade motriz da fábrica de Sakura. Durante a prova em Spa-Francorchamps, Alonso chegou a dizer que a situação era “vergonhosa” e lamentou por se sentir desprotegido e sem nenhuma chance de lutar contra seus oponentes por posição, sobretudo nos trechos de alta da pista.
 
Mas a Honda, por meio do seu chefe, Yusuke Hasegawa, adotou um discurso na contramão do que disse o espanhol e afirmou que não encontrou problemas no motor do carro #14.
 
“Pensamos que poderíamos ter a chance de marcar alguns pontos na Bélgica, então foi decepcionante terminarmos a corrida fora do top-10. Depois de uma largada brilhante, Fernando então teve uma corrida bem complicada como um todo. Ele disse que achava que havia um problema com um carro e, embora não houvesse nada nos dados, decidimos recolher o carro por precaução”, comentou o engenheiro japonês.
Yusuke Hasegawa contrariou o discurso de Alonso sobre os problemas do motor em Spa (Foto: XPB Images)
Alonso disse que não teve chance de lutar diretamente contra os outros adversários no pelotão intermediário, como Esteban Ocon, Nico Hülkenberg e Romain Grosjean, e justificou o fim precoce na corrida. 
 
“Perdemos a potência de forma repentina, sem aviso. Contudo, vinha sendo uma corrida muito complicada para pontuar, de modo que foi uma pena. Mas fico com os tempos de hoje, a largada de hoje, a primeira volta e, a partir daí, é tentar melhorar para a semana que vem, em Monza”, afirmou o veterano em entrevista à emissora espanhola Movistar F1.
 
Ainda que a Honda não confirme por enquanto, a emissora britânica BBC diz que a fábrica japonesa vai levar uma nova atualização do motor para o GP da Itália neste fim de semana. A troca de motor automaticamente vai significar uma posição com perda de posições no grid para Alonso. No último fim de semana, em Spa, Stoffel Vandoorne acumulou um total de 65 posições perdidas por conta de troca de componentes de motor e também do câmbio.
 

No entanto, ainda não se sabe se Alonso vai fazer uso da chamada ‘Especificação 4’ do motor Honda, uma vez que Vandoorne não conseguiu usar a especificação 3.6 planejada pela fornecedora, tendo de voltar a usar uma versão anterior na Bélgica. O circuito de Monza é a pista mais exigente em termos de potência de motor por ser de aceleração plena em boa parte da volta. 
 
Segundo a emissora, a Honda tem um déficit de potência estimado em 80 cv em relação aos motores Mercedes que equipam as clientes Williams e Force India.
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