Chefe da HRT afirma que equipe era uma bagunça antes de reestruturação de 2012

Luis Pérez-Sala completou, em julho, um ano no comando da HRT. O dirigente explicou que a equipe era desorganizada até então, mas começou a melhorar a partir da mudança de sede para a Caja Mágica

A HRT não tem feito uma temporada 2012 ruim na F1. É verdade que ainda continua brigando para sair da última posição, mas já é possível ver alguma evolução do time. Quem diz isso é o próprio chefe da HRT, Luis Pérez-Sala, que completou um ano no comando da escuderia espanhola.

Pérez-Sala revelou ter ficado bastante decepcionado com o que viu da escuderia assim que assumiu o cargo. O dirigente disse que apesar de todo o marketing espanhol que o time fazia, os departamentos não estavam sediados em território ibérico e sequer havia integração entre eles.

A HRT já mostrou evolução, andando na frente da Marussia (Foto: HRT)

“O que eu vi, não gostei. Foi um desastre total. Não havia organização, nem credibilidade. Nem pesquisa aerodinâmica. Nem sede, nem identidade. Tudo estava sem recursos. Nenhum departamento era sediado no mesmo local. Eles falavam que era uma equipe espanhola, mas não havia nada na Espanha”, declarou ao jornal espanhol ‘El País’.

Desde então, a HRT passou por uma reestruturação interna, culminando com a mudança da sede para a Caja Mágica, em Madri. Agora, todos os funcionários trabalham no mesmo local e já podem focar no desenvolvimento do carro.

O espanhol também considerou a contratação de Pedro de la Rosa como fundamental para a mudança da equipe, já que o veterano trouxe experiência à escuderia e pôde ajudar a desenvolver o equipamento.

“Estava claro que Pedro precisava estar conosco. Ele foi a chave. Ele é espanhol, tem experiência e é honesto. Ele tem mais de dez anos na F1, conhece todo mundo e sabe como desenvolver um carro com mecânicos e engenheiros. Ele contribuiu muito como piloto, tê-lo conosco ajudou a crescer com planejamento, sem dar golpes no escuro”, disse.

O chefe-executivo da HRT, Saul Ruiz de Marcos, também se mostrou confiante em uma melhora do time espanhol. O dirigente revelou que trabalha com um orçamento de apenas € 50 milhões – metade do que gasta a Caterham –, mas está otimista em aumentar a receita ao explorar mercados em expansão como a Índia e a China.

“Se tivermos sucesso, podemos conseguir patrocinadores e faremos dinheiro em três anos. O segredo é gastar cada euro em desenvolver a aerodinâmica, onde ganhamos mais tempo. Nós já temos um piloto de nacionalidade indiana, Narain Karthikeyan. E estamos desenvolvendo o que deve ser o primeiro piloto chinês da história da F1, Ma Qing Hua”, encerrou.

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