Chefe da Lotus demonstra confiança na FIA para resolver controvérsias ao longo da temporada

Éric Boullier entende que a FIA agiu de maneira correta ao impedir os avanços aerodinâmicos desenvolvidos pela Red Bull, como o uso do mapeamento do motor e modificações no assoalho

Em uma temporada marcada pelo equilíbrio extremo na F1, qualquer inovação pode fazer a diferença. Não à toa, a Red Bull tenta, de todas as formas, desenvolver atualizações aerodinâmicas para ter o mesmo desempenho dos últimos anos. Contudo, a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) mostrou que está de olho para impedir a adoção de tudo que seja contra o regulamento. Exemplos não faltam, como o assoalho com buracos, sistema de mudança manual na suspensão e mudanças no mapeamento do motor, todos banidos pela entidade.

Ainda assim, a Red Bull lidera o Mundial dos Construtores, com 246 pontos, principalmente por ter uma dupla de pilotos — Mark Webber e Sebastian Vettel — mais consistente que as outras equipes do grid. De qualquer forma, os dirigentes dos times rivais estão atentos aos avanços dos taurinos. Um deles é Éric Boullier, da Lotus, que demonstrou total confiança na FIA para resolver controvérsias do tipo ao longo da temporada.

Boullier demonstrou confiança no trabalho da FIA (Foto: Lotus/Andrew Ferraro/LAT Photographic)

Em entrevista ao site da revista britânica ‘Autosport’, o dirigente francês entende que há muita diferença entre ser criativo e encontrar brechas no regulamento, como alega a Red Bull, do que agir de maneira ilegal. “Em teoria, se você está ilegal e não é punido, algo está errado”, comentou o comandante do time de Enstone.

“Eu não estou envolvido no processo com a FIA, mas você precisa deixar claro que, quando uma equipe faz algo ilegal, então obviamente ela tem de ser punida”, opinou Boullier, considerando justa as proibições às inovações desenvolvidas pela Red Bull nas últimas provas do Mundial de 2012.

Entretanto, o chefe de equipe da Lotus não se opõe à questão do mapeamento do motor, também adotada pela Red Bull. “Mas se você está apenas explorando uma brecha, então isso é diferente. Acho que, se você olhar para a questão do mapeamento [do motor], por exemplo, era legal e uma ideia inteligente.”

Já o responsável pelo projeto do Red Bull RB8, Adrian Newey, entende que a FIA precisa ser imparcial. “O importante é que as equipes sejam tratadas com justiça e igualdade. Por exemplo, o duplo DRS é algo duvidoso, mas tem sido considerado legal [até o fim da temporada], o que é bom.”

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