F1

Chefe da Lotus fala em medidas para acalmar Grosjean, mas ressalta: “É único que pode consertar isso”

Eric Boullier, chefe da Lotus, afirmou que conversou com Romain Grosjean e mudou a rotina da equipe para tentar evitar os problemas de largada do francês, mas reconheceu que só o piloto poderá resolver isso

Warm Up / Redação GP, de São Paulo

 

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Romain Grosjean se envolveu em mais um acidente na largada do GP do Japão de F1. O francês se enroscou com Mark Webber, que rodou e fez duras criticas ao piloto da Lotus após completar a prova em Suzuka. O titular da Red Bull chamou o rival de “maluco da primeira volta” e ponderou que o piloto talvez precise de “novas férias”, se referindo a suspensão sofrida após o acidente do GP da Bélgica. 
 
Em entrevista à publicação britânica ‘Autosport’, Eric Boullier, chefe da Lotus, contou que conversou bastante com Grosjean, mas reconheceu que só o piloto pode evitar as confusões em que tem se metido. 

Boullier afirmou que só Grosjean pode resolver seus problemas de largada (Foto: Lotus/ Andrew Ferraro/LAT Photographic)
“Conversei bastante com ele”, contou Boullier. “Mudamos a rotina, tentamos não deixá-la mais confortável, porque eu precisava de um ambiente mais duro para ele e eu precisava forçá-lo, mas ele é o único que pode consertar isso. Ninguém mais”, avaliou. 
 
“Ele tem de encontrar aquilo que ele mesmo precisa para ser bom e relaxado e ter o foco certo. Ele precisa encontrar o equilíbrio”, alertou. “Ele pode fazer isso, ninguém mais”, reconheceu.
 
Boullier destacou que Romain é um piloto talentoso e conta com um carro capaz de colocá-lo na frente do grid, mas defendeu que ele não é mais tão cabeça quente quanto antes. 
 
“Acho que Romain tem o privilégio de ser talentoso e tem um carro rápido o suficiente para se classificar na frente do grid”, considerou. “Se você olhar para a carreira dele, ele era um pouco cabeça quente até adquirir alguma confiança, mas a F1 não é paciente como uma categoria júnior.”
 
“Como vimos em Spa, foi um acidente espetacular e poderia ter sido dramático – e você não pode aceitar isso”, defendeu.
 
O dirigente afirmou que Romain precisa adquirir confiança, para que tenha uma postura mais relaxada, principalmente na hora da largada.
 
“Aqui no Japão, não é sobre ajustar o acerto do carro. É sobre torná-lo confiante o suficiente para se acalmar e controlar a largada e é isso que estamos tentando desde o início do ano”, contou. “Nós aceleramos este programa desde Spa e é uma infelicidade que um incidente tenha acontecido novamente”, lamentou. 
 
“Se você olhar para a largada [no Japão], ele não mudou [a linha] e isso é uma coisa que decidimos: se você começa do lado certo da pista, você fica lá”, explicou. “Em Cingapura, ele viveu uma largada complicada, não com ele, mas com outros pilotos, porque eles sabiam que ele estava pressionado, então esperavam que ele recuasse.”
 
Por fim, Eric afirmou que o companheiro de Kimi Räikkönen seguiu as orientações do time na largada em Suzuka, mas não avaliou bem a proximidade de Webber. 
 
“Então eu digo: ‘Não faça a mesma coisa, apenas mantenha a sua linha e não busque o contato ou se aproximar muito’. E foi isso que ele fez”, garantiu. “Ele viu Pérez próximo a ele e tentou se manter longe dele, mas, talvez, tenha subestimado um pouco Webber, porque havia uma diferença de velocidade, os dois estavam mais rápidos que Webber”, finalizou.