Chefe da McLaren não esconde mágoa e diz que Hamilton já se arrependeu do acordo com Mercedes

Martin Whitmarsh, chefe de equipe da McLaren, deixou transparecer a mágoa com a saída de Lewis Hamilton da esquadra inglesa e afirmou que o piloto já deve estar arrependido da escolha que fez. Hamilton vai defender a Mercedes nas próximas três temporadas

A McLaren parece ainda não ter aceitado totalmente a decisão de Lewis Hamilton de deixar a equipe, com quem tem um vínculo de 14 anos, para defender a Mercedes em 2013. Martin Whitmarsh, chefe da esquadra inglesa, admitiu que ainda não entendeu a razão do piloto ter assinado com a rival, mas disse que Lewis já deve estar arrependido da escolha que fez para o futuro.

O dirigente ainda declarou que compreende o desejo do inglês de "sair do ninho", mas se mostrou chateado e desapontado com a decisão do piloto, que veio logo após o GP de Cingapura, onde Hamilton viu a vitória escapar por conta de um problema na caixa de câmbio do MP4-27. Para Whitmarsh, a opção do britânico pela Mercedes pode ter sido impulsionada por mais esse abandono em meio aos problemas de confiabilidade apresentados pelo carro britânico neste ano.
 

Lewis Hamilton vai defender a Mercedes em 2013 (Foto: McLaren)

"É sempre ruim tomar uma decisão importante depois de um resultado ruim", disse o inglês em entrevista ao site da F1, nesta sexta-feira (9). "Tínhamos certeza de que ele venceria a corrida, e isso [abandono] foi uma grande decepção. Eu respeito a decisão dele, mas acredito que ele ficaria melhor se continuasse aqui. Nós somos uma equipe mais forte e temos a intenção de vencê-lo no ano que vem", completou.

Curiosamente, desde que anunciou o acordo com Hamilton, a Mercedes não somou mais pontos no campeonato. A McLaren, por sua vez, viu uma vitória fácil em Abu Dhabi escapar por causa de um novo problema mecânico, quando Hamilton liderava tranquilamente a corrida. Por isso, perguntado se Lewis já teria se arrependido da decisão, Whitmarsh respondeu: "Acho que em certas ocasiões, sim. Quando você toma uma decisão, precisa dizer a si mesmo que a escolha está feita e que precisa olhar para a frente", falou.

"Tudo isso serve para deixar as coisas no passado e não ficar perdendo tempo pensando no que foi feito. Você apenas olha para o futuro e tenta tirar o máximo de proveito da nova situação. É preciso justificar a decisão também. Agora, ele não pode simplesmente dizer: 'Olha, eles me ofereceram mais dinheiro'. Ou que cometeu um erro terrível. Mas espero que hoje ele ache que cometeu realmente um erro e espero que pense assim também no futuro. Ele fez uma escolha e terá de conviver com isso", acrescentou.

Apesar da amargura nos comentários, o dirigente deixou claro que a última corrida do ano, no Brasil, será emocionante para ambas as partes. "Neste momento, nós queremos ganhar corridas. Estamos motivados e as nossas conversas são somente sobre isso. Talvez ele nem sinta tanto, mas o meu palpite é de que teremos momentos de muita emoção no Brasil. Eu o conheço desde os 11 anos de idade, trabalhamos com ele durante toda a sua adolescência e sei que será especial a corrida em Interlagos. Nós já tivemos um ou dois momentos de emoção desde que ele anunciou sua decisão, mas acho que continuaremos tendo um bom relacionamento", concluiu.

Hamilton firmou um acordo de três anos com a Mercedes e vai receber algo em torno de £ 45 milhões, ou aproximadamente R$ 145 milhões.

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