F1

Chefe da Mercedes admite 'clubismo', mas vê excesso de Vettel e diz que comissários “precisam de apoio”

Toto Wolff, diretor-executivo e chefe da Mercedes, comentou que a decisão tomada pelos comissários, de punir Sebastian Vettel, foi controvérsia, mas reforçou que acha que o tetracampeão deveria ter dado mais espaço para Lewis Hamilton na volta à pista

Grande Prêmio / Redação GP, do Rio de Janeiro
O GP do Canadá deste domingo (9) terminou com uma enorme controvérsia. A punição de 5s a Sebastian Vettel por retorno inseguro à pista após um breve erro acabou dando a vitória para Lewis Hamilton, que recebeu a bandeirada no segundo lugar. Após a prova, o chefe da Mercedes, Toto Wolff, disse que a decisão era difícil e pediu para que os comissários sejam apoiados.
 
Vettel ficou indignado com a punição. Ao fim da corrida, recusou a colocar o carro na vaga disposta para o segundo lugar. Ainda foi lá na placa de primeiro colocado que estava na frente do carro de Hamilton e passou para a frente do espaço vazio, onde deveria estar a Ferrari #5.
 
Wolff falou com calma sobre o incidente. Afirmou que não tão claro assim e que Vettel realmente fez um movimento passível de punição. 
 
"Emoções são lógicas e boas para o esporte. Essa é uma das decisões controversas. Eu sou tendencioso para a Mercedes, mas eles deveriam ter dado espaço. Os comissários precisam receber apoio. Pirro é respeitado, nós não deveríamos incendiar mais isso. Lá em Mônaco, Valtteri foi espremido no pit-lane e eu achei que seria maior [a punição]", afirmou.
O momento do incidente (Foto: Reprodução)
"Olhe para o volante. As coisas nunca são preto no branco, você nunca está 100% certo ou errado. É uma decisão 60 a 40%", opinou.
 
O chefe ainda destacou o trabalho da Mercedes em meio a uma epidemia de gripe e problemas descobertos no dia da prova. 
 
"Metade do time está com gripe, descobrimos um vazamento hidráulico hoje de manhã e o carro estava em milhares de pedaços. Nem sabíamos se era possível entrar no grid", finalizou. 
 
O Mundial de F1 volta em duas semanas, no dia 23 de junho, com o GP da França. 


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