Chefe da Mercedes recusa furar fila da vacinação contra Covid-19 no Bahrein

Toto Wolff, de 49 anos, que foi infectado pelo novo coronavírus no começo de janeiro, explicou por que rejeitou a oferta do governo barenita de se vacinar no país e afirmou que vai esperar sua vez chegar para receber o imunizante contra a Covid-19 na Inglaterra

Na contramão de vários membros de equipes e pilotos da Fórmula 1, Toto Wolff, chefe de equipe da Mercedes, optou por não aceitar a oferta do governo barenita e recusou ser vacinado contra a Covid-19 no país. Em entrevista à emissora austríaca ORF, o dirigente afirmou que prefere esperar sua vez chegar na fila de vacinação na Inglaterra, onde reside, em serviço de imunização realizado pelo NHS (Serviço Nacional de Saúde) do Reino Unido.

“Na Inglaterra, temos relativamente uma boa campanha de vacinação, e muitas pessoas da equipe já foram vacinadas por que era a vez delas”, afirmou Wolff, que completou 49 anos em 12 de janeiro.

Sobre a oferta de vacinação do governo do Bahrein, o austríaco fez uma ressalva. “Acho que, desde que você não fure a fila, é bom. E é por isso que tomei a decisão de esperar quando minha vez chegar”, revelou.

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Toto Wolff é o grande comandante da equipe que domina a Fórmula 1 desde 2014 (Foto: Mercedes)

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No Bahrein desde o começo de março para a realização dos testes de pré-temporada e da corrida inaugural do calendário, que acontece no próximo domingo (28), a Fórmula 1 recebeu a oferta do governo barenita de vacinar seus funcionários durante sua estadia com a primeira dose do imunizante, fabricado pela Pfizer em conjunto com o laboratório BioNTech, aplicada às vésperas dos testes de pré-temporada, enquanto a segunda dose da vacina será aplicada nesta última semana do mês.

Inicialmente, a prática essa que foi desencorajada pela categoria a seus funcionários de staff, mas aceita por algumas equipes como a Ferrari, AlphaTauri e Red Bull. Pilotos como Sergio Pérez — que testou positivo para Covid-19 no ano passado —, Carlos Sainz e Max Verstappen são alguns que revelaram já terem recebido uma dose da vacina.

A respeito do assunto, Wolff lembrou que foi infectado pela Covid-19 durante as férias de inverno, em janeiro, e reforçou o motivo de esperar pela sua vez na hora de se vacinar. “Alguns funcionários da Fórmula 1 tomaram, outros não. Eu fui infectado pela Covid-19 e decidi esperar para quando for minha vez”, declarou.

Apesar de não ter aceito a oferta, o dirigente afirmou que a decisão para funcionários da Mercedes é livre. “Claro que é uma decisão pessoal. E tem muita relação com os planos de saúde. Mas eu creio que temos uma boa possibilidade aqui. É uma decisão muito pessoal de a pessoa querer ou não ser vacinada no Bahrein”, disse.

Na Inglaterra, local de residência do austríaco, o NHS colocou pessoas com menos de 50 anos abaixo dos nove grupos prioritários de imunização, sendo que os imunizantes serão distribuídos a esse grupo dependendo da disponibilidade de vacinas.

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