F1

Chefe da Mercedes diz que “é impossível substituir” Whiting, mas pede apoio das equipes ao sucessor

Charlie Whiting, vítima fatal de embolia pulmonar dias antes do GP da Austrália, deixou um espaço considerado impossível de preencher por Toto Wolff, chefe da Mercedes. A Fórmula 1 ainda não definiu o novo diretor de corridas

Grande Prêmio / Redação GP, de Berlim
A morte repentina de Charlie Whiting dias antes do GP da Austrália colocou a Fórmula 1 em posição difícil: chegou a hora de buscar um novo diretor de corridas pela primeira vez desde 1997. Para Toto Wolff, chefe da Mercedes, já está claro: quem quer que apareça para tomar a posição de Whiting vai enfrentar a dura missão de substituir alguém insubstituível.
 
De acordo com Wolff, a própria F1 concorda com a dificuldade de achar alguém como Whiting. A ausência do britânico em Melbourne expôs a grande importância.
 
“Acho que é impossível substituir [o Whiting]”, disse Wolff, entrevistado pelo ‘Motorsport.com’. “Eu tive uma conversa com o Ross Brawn quando estávamos indo tirar a foto [no grid] e fazer o minuto de silêncio, e ele disse que recém tinha descoberto a quantidade de coisas que o Charlie fazia. Isso inclui coisas triviais, como checar se as câmeras estavam em posições perigosas, o Ross me contou. Várias tarefas, e eu não recebi nenhuma informação do diretor de corrida”, seguiu, fazendo referência ao trabalho do substituto provisório de Whiting, Michael Masi, em Melbourne.
Charlie Whiting morreu repentinamente antes do GP da Austrália (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)
“Certamente teremos decisões das mais duras para tomar no futuro, e acho que é impossível substituir o Charlie. Mesmo assim, quem quer que assuma essa vaga vai precisar do nosso apoio”, seguiu.
 
Whiting estava na Austrália e inclusive apareceu no paddock do Albert Park para cumprir normalmente as funções durante o retorno das atividades da F1. Foi lá em Melbourne que passou mal, vítima de embolia pulmonar, e morreu. No cargo que ocupou até semana passada, Whiting trabalhou para fazer evoluir os padrões de segurança na F1. Pesou a mão, por exemplo, para que o Halo fosse introduzido. Em entrevista concedida em junho de 2018, destacou a reação ao acidente fatal de Ayrton Senna como responsável pela maior mudança de segurança em toda a história do esporte a motor.