Chefe da Mercedes elogia colaboração entre Ferrari e Haas: “É um jeito inteligente de chegar à F1”

Para o chefe da Mercedes Toto Wolff, a maneira escolhida pela Haas para chegar à F1 é uma das mais inteligentes e a relação estreita com a Ferrari é uma boa opção para o time americano

A parceria entre a Haas e a Ferrari vem gerando polêmica na F1. Mesmo com a FIA atestando que não havia irregularidades na relação dos dois times, Monisha Kalterborn não aprova a dependência dos americanos e acredita que novas equipes deveriam caminhar com as próprias pernas. Por outro lado, Toto Wolff não vê nenhum problema neste tipo de relacionamento e acredita que esta seja uma tendência para os próximos anos com novos times na F1.
 
A Haas vai ter a sua própria célula de sobrevivência, asas, difusores, mas quase que todo o restante do carro – incluindo o túnel de vento – será provido pela Ferrari. Para Wolff, a estratégia da Haas para entrar na F1 é das mais inteligentes.
 
“Eu acho que há várias maneiras de entrar na F1 e, certamente, o modelo que a Haas escolheu para ingressar na categoria é um dos mais inteligentes”, disse.
 
O austríaco chefe da Mercedes lembrou que a FIA já detectou que não há nada de errado com o desenvolvimento do carro de 2016 da Haas no túnel de vento da Ferrari e acredita que relações deste tipo são o melhor caminho para times que ainda querem ingressar na categoria.
 
“Havia uma grande preocupação, mas a FIA já foi lá checar e não há mais dúvidas de que tudo está sendo feito de maneira correta. Acho que isto vai abrir caminho para que outros times consigam entrar na F1 de formas parecidas, com grande apoio de times já consolidados”, falou.
Toto Wolff acha positiva a relação entre Haas e Ferrari (Foto: Getty Images)
Para Monisha, entretanto, ter um novo time tão dependente de um já consolidado não é algo positivo para a F1.
 
“Eu não acho que isto é algo positivo para a F1. Você pode ter um acordo com uma equipe grande, colocar os pilotos dela no carro e até tirar mais dinheiro da parte comercial, mas não deveria ser assim, os times deveriam chegar na F1 com suas próprias pernas”, opinou.
 
De acordo com a chefe da Sauber, os times interessados em entrar na F1 deveriam estar prontos para tentar sobreviver na categoria com o próprio esforço.
 
“Os times interessados em entrar na F1 deveriam encontrar seu próprio espaço e não tentar se encaixar em lugares que não são deles. Você deve chegar na F1 com o intuito de ser independente e ciente de que não será fácil sobreviver na categoria”, completou.

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