F1

Chefe da Mercedes nega possibilidade de absorver Racing Point como 'equipe B' nos moldes de Ferrari-Haas

Toto Wolff, diretor-esportivo da Mercedes, garantiu que a extensão da parceria com a Racing Point - que agora vai usar o túnel de vento da equipe alemã - não muda algo definido previamente: a equipe de Lawrence Stroll não será uma B da Mercedes

Grande Prêmio / Redação GP, do Rio de Janeiro
A Mercedes não vai tornar a Racing Point numa equipe B nos moldes do que a Ferrari tem com a Haas. Ao menos foi o que garantiu o diretor-executivo da equipe alemã, Toto Wolff. A possibilidade já vem sendo ventilada desde a compra da antiga Force India pelo consórcio Racing Point e que ganhou força nesta semana com o anúncio de que os ingleses vão utilizar o túnel de vento da Mercedes.
 
Na realidade, a Racing Point já se aproveitou do esquema inaugurado pela Haas em 2016 e utiliza motor, caixa de câmbio, sistema hidráulico e algumas partes eletrônicas fabricadas pela Mercedes. Mas é apenas uma parceria tecnológica, garantem os envolvidos.
 
"Em primeiro lugar, não estamos fazendo um modelo como Haas-Ferrari porque a Haas era uma nova equipe criada do nada. Esses caras [da Racing Point] existem há muito tempo. Nosso modelo é bem distinto. Andy [Green, diretor-técnico da Racing Point] e sua equipe sabem bem o que querem alcançar com o carro, contam com um grupo técnico sólido e vão nessa direção", afirmou Wolff.
Lance Stroll (Foto: Racing Point)
"Vão usar nossa infraestrutura e ver as mudanças nas regras para 2021. Uma vez que estiverem claras, decidiremos em quais áreas queremos colaborar - e onde será possível", explicou.
 
Apesar das garantias, Wolff vai na contramão dos chefes de equipe que se opõem ao esquema de equipes B.
 
"Não vejo o que tem de tão ruim no atual modelo Haas-Ferrari. Permitimos a montar um time alguém que queria muito entrar na Fórmula 1 e, para isso, pôde contar com a cooperação da Ferrari. Assim, luta constantemente no meio do pelotão. Acho que isso é bom para a F1", seguiu.
 
Andy Green explicou que a estratégia de usar o túnel de vento da Mercedes é puramente logística visando eficiência.
 
"Nosso departamento de aerodinâmica está em Brackley, assim como o túnel de vento da Mercedes. É muito mais fácil testar em Brackley do que em Colônia. Então, quando ofereceram como oportunidade de usarmos para testes, foi uma escolha óbvia", apontou.
 
O diretor-técnico da Racing Point também manifestou o desejo para que as novas regras da F1, preparadas para 2021, não proíbam o tipo de colaboração utilizado ao lado da Mercedes.
 
"Usamos o câmbio e a parte hidráulica deles. Gostaria que continuasse assim. Tudo está sob discussão para 2021, está na agenda. Pensamos em para onde vamos após 2021. Queremos construir o time de maneira eficiente ao redor dessas regras e, quando estiveram finalizadas, teremos uma ideia clara do que precisamos", encerrou.

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