F1

Chefe da Mercedes revela que patrocínio definiu escolha de Bottas como substituto de Rosberg: “Sem isso, Wehrlein correria”

O patrocínio do conglomerado finlandês Wihuri foi fundamental para que Toto Wolff se decidisse por Valtteri Bottas como novo piloto da Mercedes em 2017. O dirigente austríaco lembrou que ficou indeciso sobre o nórdico e Pascal Wehrlein. O dinheiro do grupo do bilionário Antti Aarnio-Wihuri definiu a fatura
Warm Up / Redação GP, de Sumaré

Um fator sempre crucial na F1 foi decisivo para Valtteri Bottas substituir Nico Rosberg na Mercedes em 2017. Desde a aposentadoria do campeão mundial, cinco dias após a conquista do título no ano passado, Pascal Wehrlein surgiu como favorito por ser o reserva imediato do time anglo-alemão. Mas, além do prestígio de Toto Wolff, Bottas teve em seu favor o patrocínio do conglomerado finlandês Wihuri. O dinheiro do grupo do bilionário Antti Aarnio-Wihuri foi determinante para que a Mercedes optasse pela contratação do nórdico, revelou o chefe da equipe bicampeã da F1.
 
Segundo informa a Mercedes na sua página oficial, a Wihuri está envolvida em vários departamentos, desde produtos de embalagem até um segmento específico para a aviação. De empresa familiar, o grupo cresceu e hoje opera em 30 países, com cerca de 5 mil funcionários e volume de negócios estimado em € 1,9 bilhão. Do conglomerado faz parte o Grupo Wipak, divisão de embalagens da Wihuri e que produz soluções de embalagens para produtos alimentícios e também para instrumentos médicos.
O dinheiro finlandês da Wihuri definiu a ida de Valtteri Bottas para a Mercedes (Foto: AFP)
Toto Wolff falou sobre a contratação de Bottas em entrevista ao diário finlandês ‘Turun Sanomat’. E revelou que o patrocínio do piloto foi decisivo para que sua ida para a Mercedes fosse definida.
 
“Sem isso, teríamos outra alternativa em termos de acordo de patrocínio, e então Pascal Wehrlein correria com Lewis Hamilton. Antti tornou possível que Valtteri viesse conosco”, comentou o dirigente. 
 

“Antti é uma pessoa fantástica. Apesar do sucesso que ele tem na vida, é uma pessoa de espírito muito humilde. Valtteri tem outros parceiros importantes, mas Antti foi quem permitiu o acordo com a Mercedes. Ele também investiu um montante importante em patrocínios na Williams”, acrescentou.
 
Embora as cifras não sejam reveladas, o valor hoje bancado pela Wihuri para a Mercedes é maior que o antigo patrocínio do conglomerado à Williams. O dinheiro finlandês foi, de certa forma, também fundamental para que Felipe Massa voltasse à F1 e deixasse o período de aposentadoria para substituir Bottas em 2017, mantendo assim o Brasil no grid do Mundial, o que quase não aconteceu nesta temporada.
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